Mesas do Congresso entram na frente da reforma tributária na agenda da oposição
Segundo Revista Oeste, o grupo quer definir a estratégia para as presidências da Câmara e do Senado antes de discutir ajustes no novo modelo tributário.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 2 MIN

A oposição no Congresso quer decidir primeiro quem comanda a Câmara e o Senado e só depois discutir mudanças na reforma tributária. Segundo Revista Oeste, Bia Kicis (PL-DF), citada pela publicação como deputada e senadora eleita, afirmou que o grupo vai se organizar e definir uma estratégia para as presidências das duas Casas antes de qualquer outra frente.
A revisão do novo modelo tributário, portanto, não aparece como prioridade imediata. De acordo com a publicação, a meta do grupo é aprovar mudanças que reduzam os efeitos desse modelo, mas esse trabalho virá depois da organização interna da oposição. O cenário ganhou contorno com a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.
Por que isso importa: quem ocupa a presidência da Câmara e a do Senado controla a pauta de votações, e é por ali que tramitam os temas econômicos. A disputa pelas mesas pode definir não só o ritmo da reforma tributária, mas também a ordem em que as outras propostas chegam ao plenário.
A publicação relata ainda que Kicis foi questionada sobre como o Congresso executaria as propostas do plano de eventual governo Flávio. Para o leitor, a sequência é o ponto central: primeiro a composição das mesas, depois o programa.
Para quem defende responsabilidade fiscal e menos impostos, a ordem dos fatores tem peso. Uma reforma tributária que avança devagar mantém em aberto, por mais tempo, as regras de cobrança e o debate sobre como atenuar os efeitos do novo modelo fica para um segundo momento.
O que muda para o investidor
A leitura mais direta é de prazo, não de direção. Se a revisão tributária for empurrada para depois da disputa pelas mesas, empresas e setores que dependem de regras tributárias claras podem seguir sem previsibilidade por mais tempo. O investidor tende a acompanhar a composição da Câmara e do Senado como sinal da velocidade da agenda econômica. Esta matéria não indica compra ou venda de ativos e não projeta cotações da bolsa, da Nasdaq, dos juros ou do dólar.


