Ibovespa cai pelo quarto pregão seguido com temor fiscal e pressão de Wall Street
Índice recua desde a reeleição de Lula, em meio a incertezas sobre a política fiscal e queda em Wall Street, segundo o Times Brasil.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE TIMES BRASIL · 3 MIN

O Ibovespa voltou a cair nesta quinta-feira (29) e acumula o quarto pregão seguido de perdas, em um momento em que o mercado busca sinais mais claros sobre o rumo das contas públicas. Segundo o Times Brasil, o índice recuava 0,83% às 13h53, aos 169.579,13 pontos. O InfoMoney, em outro horário, registrava queda de 0,95% às 12h40, aos 169.360 pontos.
A sequência começou na segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição de Lula, quando o índice despencou 13,88%, conforme o Times Brasil. Na terça (27), a baixa foi de 0,51%. Na quarta (28), o Ibovespa caiu 2,68% e fechou em 171.006,10 pontos.
Ainda de acordo com o Times Brasil, dois fatores explicam o mau humor dos investidores: as incertezas sobre a política fiscal do governo Lula e a queda em Wall Street. Os dois temas se somam, já que a dúvida sobre as contas públicas pesa sobre os ativos brasileiros no mesmo momento em que o exterior também reduz o apetite por risco.
Entre os demais sinais do dia, o InfoMoney informa que o minério de ferro subiu 2,4% na bolsa de Dalian, na China, enquanto a Petrobras (PETR4) registrou crescimento na produção de óleo e o petróleo recuou. A agenda desta quinta reúne o IGP-M e dados fiscais, que entram no radar dos investidores.
No câmbio, o Money Times registrou que, na quarta, o dólar à vista abria a R$ 5,3676, com alta de 0,51%, em sintonia com o DXY, índice da cesta de seis moedas que marcava 102.238 pontos. Na mesma data, o contrato futuro do Ibovespa (INDFUT) recuava 0,06%, aos 173.200 pontos, por volta das 9h.
Do lado dos juros, a Ágora Investimentos avalia, segundo o Money Times, que a curva ainda precifica um corte pequeno da Selic na próxima reunião do Copom. A mesma casa lembrou que o Ibovespa havia acumulado três quedas seguidas e que os dados fiscais do dia estavam no radar.
O que está em jogo é a credibilidade da política fiscal. Para quem defende responsabilidade com as contas públicas, a trajetória do gasto e da dívida é o principal fator capaz de alterar o prêmio exigido pelos investidores, por isso cada sinal sobre o tema costuma ser lido com atenção pelo mercado.
O que muda para o investidor
O quadro de incerteza fiscal, somado ao câmbio pressionado e à expectativa para o Copom, pode manter a volatilidade nas bolsas e nos ativos mais sensíveis a juros e dólar. Na prática, vale acompanhar os próximos dados fiscais, a decisão da Selic e o comportamento da moeda americana, que influenciam diretamente a precificação das empresas e do próprio índice. Esta matéria não constitui recomendação de compra ou venda de ativos.


