Viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA enfraquece oposição e pode beneficiar Lula, avaliam analistas
Após recusar ordem do STF para entregar passaportes, Flávio foi aos Estados Unidos, onde Trump disse que ele pode ficar pelo tempo que quiser.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 2 MIN

A viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, feita depois de ele recusar uma ordem do Supremo Tribunal Federal para entregar os passaportes, passou a ser vista por analistas como um fator de enfraquecimento da oposição conservadora no Congresso. Segundo o Money Times, a leitura predominante é de que o movimento pode favorecer Lula, que venceu a eleição no segundo turno.
A declaração que mais repercutiu veio de Donald Trump. Em conversa com jornalistas na festa de Halloween em Mar-a-Lago, Palm Beach, na Flórida, no sábado (31/10), ele disse não ter planos de encontrar Flávio, de acordo com o Times Brasil. Na mesma ocasião, afirmou que Flávio pode permanecer nos EUA pelo tempo que quiser, segundo a Revista Oeste.
Trump também disse que Flávio foi tratado injustamente e chamou a eleição brasileira de “vergonha”, conforme o Times Brasil. A Gazeta do Povo informou que o norte-americano voltou a mencionar a ida do político aos EUA, o que mantém o tema no centro do noticiário.
Flávio chegou aos Estados Unidos na semana em que essas declarações foram feitas, segundo a Revista Oeste. O movimento ocorreu em um momento em que a Justiça brasileira cobra dele a entrega dos passaportes, o que transforma uma questão judicial em um tema diplomático.
Do lado do governo, Lula acusou os Estados Unidos de interferir para ajudar a família Bolsonaro, de acordo com o Money Times. A fala amplia o debate, que até aqui se concentrava na situação jurídica de Flávio no Brasil, e põe a relação entre os dois países na pauta política.
O que está em jogo é o peso da oposição conservadora no Congresso. Para os analistas ouvidos pelo Money Times, a viagem enfraquece esse grupo justamente quando ele precisa de coesão para barrar projetos do Executivo e cobrar disciplina fiscal.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha bolsa, juros e câmbio, o ponto central é o risco político. Uma oposição mais fraca no Congresso tende a oferecer menos resistência a propostas do Executivo, o que pode levantar dúvidas sobre a agenda de responsabilidade fiscal e de redução de impostos. Esse efeito, porém, depende de como a disputa se desenrolar nas próximas semanas, e não é uma previsão de preços. Vale acompanhar as votações no Congresso, as declarações da equipe econômica e a reação dos mercados ao embate entre Trump e Lula.







