Binance retoma saques após ataque de US$ 6,3 bilhões atribuído à Coreia do Norte
Exchange diz ter recuperado 95% dos fundos desviados e liberou saques no domingo (1º), enquanto investigações apontam para grupo ligado a Pyongyang.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE GAZETA DO POVO · 2 MIN

Dois dias após um ataque hacker que a própria Binance descreve como o maior da história do setor, a plataforma começou a liberar saques no domingo (1º). Segundo a Gazeta do Povo, a empresa afirma ter recuperado 95% dos US$ 6,3 bilhões desviados, e a reabertura começou pelo bitcoin, com novas redes e ativos sendo incluídos conforme os testes avançam.
O roubo ocorreu na sexta-feira (30), segundo a Gazeta do Povo, embora o Times Brasil tenha registrado que o ataque foi anunciado na quinta. A divergência de datas aparece entre os veículos e não foi esclarecida nas informações disponíveis. Pelo tamanho do valor, o episódio supera o ataque à Bybit, de US$ 1,5 bilhão, ocorrido em fevereiro de 2025.
A Binance diz que 100% dos saldos dos clientes estão garantidos em dez criptomoedas, entre elas bitcoin, ether, USDT, BNB, SOL, USDC e XRP, de acordo com a Gazeta do Povo. Os 5% restantes são tokens fora dos dez principais e menos líquidos. Os depósitos seguiram abertos e não foram afetados. O Times Brasil informou que, no sábado, a empresa havia recuperado até 90% dos ativos e que pretende continuar comprando os tokens restantes até chegar a 100%. Segundo a Gazeta do Povo, cerca de US$ 3 bilhões foram congelados com parceiros de blockchain na sexta-feira.
Duas empresas de segurança digital atribuem o ataque ao grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte, segundo a Gazeta do Povo. No sábado à noite, o FBI determinou que o país foi responsável pelo roubo, conforme o Times Brasil.
A Binance foi fundada em Xangai por Changpeng Zhao, que deixou a China depois das restrições de 2017 ao comércio de cripto. Hoje a empresa opera sem sede única. Zhao foi condenado nos Estados Unidos em 2025 a quatro meses de prisão, em acordo sobre lavagem de dinheiro, e foi perdoado por Trump neste ano, segundo a Gazeta do Povo.
A empresa afirma que vai absorver o impacto financeiro dos fundos roubados, e não os usuários.
O que muda para o investidor
Para quem investe e opera, o caso reacende a discussão sobre o risco de custódia em corretoras centralizadas. Um único evento levou a plataforma a movimentar bilhões para conter o prejuízo, o que mostra que o tamanho da empresa não elimina a exposição a ataques. A rapidez da recuperação e a decisão de assumir o custo tendem a ser lidas como resposta eficiente, mas a normalização completa ainda depende da reposição dos tokens restantes e da conclusão da reabertura. Vale acompanhar essas etapas, a atribuição final do ataque e a reação de outras plataformas em segurança. Este texto não traz recomendação de compra ou venda e não projeta preços.







