Rodovias em 2026: debêntures comuns ganham espaço sobre as incentivadas
Levantamento da Vitrify, citado pelo Estadão, mostra que 71,5% do saldo de debêntures de rodovias emitidas em 2026 não tem isenção de IR.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE ESTADÃO · 2 MIN

O mercado de dívida privada para rodovias está mudando de perfil. Segundo o Estadão, com dados da Vitrify, plataforma de informações sobre crédito privado, as debêntures do setor emitidas em 2026 somavam saldo de R$ 15,9 bilhões na posição de 9 de outubro de 2026.
A maior parte desse saldo, R$ 11,4 bilhões ou 71,5%, está em debêntures comuns, que não têm isenção de Imposto de Renda. As incentivadas de infraestrutura somam R$ 4,5 bilhões. Na prática, a fatia com incentivo fiscal ficou bem menor na emissão deste ano.
O quadro muda quando se olha para trás. Nos dados de 2024 citados pelo jornal, as incentivadas representavam 76% do saldo, R$ 17,2 bilhões de um total de R$ 22,7 bilhões. Em 2025, a participação caiu para 67,9%, com R$ 23,2 bilhões incentivados sobre um saldo de R$ 34,2 bilhões.
O que está em jogo é a forma como o setor de rodovias vai captar recursos nos próximos anos, e essa resposta depende de quanto o benefício tributário segue atraente para quem compra os papéis. Os números, porém, não explicam sozinhos a causa da mudança. O retrato usado pelo jornal é de uma data específica, 9 de outubro de 2026, e não de uma série fechada do ano.
O que muda para o investidor
Para quem investe em renda fixa, a predominância de debêntures comuns no setor sugere um mercado de rodovias com papéis de tributação diferente da que marcava os anos anteriores. Se essa composição se confirmar, a oferta de títulos isentos de IR no setor tende a diminuir, o que pode alterar a comparação entre papéis isentos e tributados na hora de avaliar o retorno líquido. Antes de tirar conclusões, vale acompanhar a composição das próximas emissões, já que um único retrato de um dia não define uma tendência.


