Mercados europeus começam o dia no positivo, puxados por financeiras e energia limpa após eleição nos EUA
Democratas conquistam as duas casas do Congresso americano, Brent cai 4% e o BTG reduz risco da carteira diante de incertezas sobre o novo governo Lula
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 3 MIN

Nesta quarta-feira, as bolsas da Europa iniciaram o pregão com ganhos puxados pelo setor financeiro, logo após os democratas garantirem as duas câmaras do Congresso americano nas eleições legislativas. Segundo o InfoMoney, às 6h40 (horário de Brasília) o Stoxx 600 subia 0,93%, para 651,64 pontos, enquanto o subíndice de bancos avançava 3,3%. Os papéis de energia limpa também se destacaram, com Vestas em alta de 3,8% e Orsted subindo 7%.
No Brasil, o BTG Pactual ajustou sua carteira de ações para novembro. Segundo o Money Times, a Caixa Seguridade (CXSE3) assume o lugar do Itaú (ITUB4), a Axia Energia (AXIA3) sai para dar espaço à TIM (TIMS3), e a Ultrapar (UGPA3) passa a ocupar a posição antes ocupada pela Cury (CURY3). A casa seguiu com 35% em câmbio, preservou as posições em Petrobras (PETR4), Gerdau (GGBR4) e Embraer (EMBJ3), incluiu novas pagadoras de dividendos e diminuiu a fatia em bancos e construtoras.
O mesmo levantamento aponta que o banco diminuiu o risco da carteira diante das incertezas sobre o novo governo Lula. Na lista também aparecem Motiva (MOTV3), Eneva (ENEV3), Rede D'Or (RDOR3) e Sabesp (SBSP3), e, segundo a casa, esses papéis têm potencial de valorização de até 83%.
Já no mercado doméstico a preocupação é maior. De acordo com a Revista Oeste, depois da reeleição de Lula as taxas futuras de juros avançaram, já que investidores questionam a capacidade do governo de conter despesas. A alta teve início em 26 de outubro, uma segunda-feira, no primeiro pregão depois do segundo turno, e o mercado receia gastos maiores sem ações que estabilizem a dívida pública.
A consequência aparece no crédito. Segundo a mesma Revista Oeste, os juros do financiamento imobiliário também subiram: o Santander, o Itaú e o Bradesco aplicaram reajustes no fim de outubro. A combinação de juros em alta com dúvidas fiscais é o ponto central para quem investe no país.
No exterior, o petróleo cedeu: o Brent caiu 4%, em meio a sinais de um canal de diplomacia aberto entre EUA e Irã. Já na segunda, 2 de novembro, por volta das 8h14, o Stoxx 600 marcava avanço de 0,16%, cotado em 647,77 pontos, enquanto Londres ganhava 0,05%, Paris 0,42%, Frankfurt 0,28%, Milão 0,53% e Madri 1,14%. Segundo o InfoMoney, há preocupação com o custo do crédito e também com a forma como as grandes empresas vão rentabilizar os aportes em IA; o texto menciona um alerta da Fitch, mas não revela o que ele diz.
O que muda para o investidor
O quadro pede cautela com a política fiscal. Juros futuros em alta, reajustes no financiamento imobiliário e dúvidas sobre o controle dos gastos tendem a pesar sobre setores sensíveis a juros e sobre empresas que dependem de crédito. A carteira do BTG, que reduziu bancos e construtoras e manteve Petrobras, Gerdau e Embraer, mostra como a casa está tratando esse risco. Esta matéria não é recomendação de compra ou venda: o desfecho dependerá de como o governo responder à cobrança por medidas de estabilização da dívida.


