alta de imposto sobre cigarro financia crime organizado, alerta abifumo
governo eleva alíquota via mp e mercado ilegal bilionário acende alerta na economia nacional.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE DIÁRIO DO PODER · 1 MIN

O governo Lula aumentou em 55,6% a alíquota específica sobre cigarros por meio da Medida Provisória 1.399, publicada em 04 de novembro de 2026, segundo o Diário do Poder. Com a mudança, o tributo específico saltou de R$ 2,25 para R$ 3,50, gerando forte reação do setor produtivo e de entidades representativas da indústria.
De acordo com o Diário do Poder, a Associação Brasileira da Indústria do Fumo criticou a nova tributação em 05 de novembro de 2026. A entidade destacou que a medida pode engordar o lucro do crime organizado, apontando que o mercado clandestino do produto já movimenta R$ 10 bilhões por ano no país.
A Abifumo, presidida por Edimilson Alves, lembrou ao Diário do Poder que em 2019 os produtos ilegais representaram 57% de todo o consumo nacional de cigarros. A preocupação central é que a alta da carga tributária empurre ainda mais consumidores para a informalidade e para o comércio ilegal.
Ainda segundo o Diário do Poder, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou em 05 de novembro de 2026 que houve pactuação de número com setores envolvidos. Paralelamente, a Revista Oeste informou que o Imposto Seletivo estabelecido pela mesma MP 1.399 traz regras específicas aplicáveis para o ano de 2027.
O que muda para o investidor
O avanço de políticas fiscais focadas no aumento de arrecadação por meio de tributos seletivos eleva o risco regulatório para companhias de setores intensivos em taxação. Para quem investe, o cenário exige monitoramento atento sobre como o encarecimento de produtos legais impacta margens empresariais e estimula o mercado clandestino, afetando a competitividade e a segurança jurídica no ambiente de negócios.

