Apoio de democrata a republicano em Michigan sacode disputa pelo Senado dos EUA às vésperas da eleição
Haley Stevens retirou o apoio a Abdul El-Sayed e passou a apoiar Mike Rogers, em estado onde o voto antecipado já passa de 1,8 milhão, segundo a Fox Business.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A deputada democrata Haley Stevens retirou o apoio a Abdul El-Sayed na disputa pelo Senado em Michigan e passou a apoiar o republicano Mike Rogers. A decisão abalou o Partido Democrata a poucos dias da eleição e colocou um dos estados-chave do país no centro da corrida pelo controle do Senado, segundo a cobertura da Fox Business.
Na avaliação do apresentador Bret Baier, a mudança pode mexer com a disputa: "Mas poderia mexer o ponteiro? Talvez". Ele ressaltou que boa parte do eleitorado de Michigan já votou, o que limita o alcance de qualquer reviravolta de última hora.
Participação recorde no voto antecipado
Segundo os números citados no programa, o voto antecipado, pelo correio e presencial, chegava a quase 2 milhões em Michigan, com 1,8 milhão contabilizados às 6h do dia. Na comparação com 2022, ano em que Gretchen Whitmer disputava a reeleição, o total naquele momento era de 930 mil votos.
Baier afirmou que Michigan já superou a participação das eleições legislativas de meio de mandato de 2018, que ele descreveu como a maior do país nessa modalidade. Para o apresentador, a movimentação mostra o tamanho do interesse na disputa.
Reação do Partido Democrata
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, divulgou nota em que chamou a atitude de Stevens de "traição desprezível" e disse que democratas fazem ataques racistas e islamofóbicos a El-Sayed. Para Baier, criticá-lo seria islamofobia, o que ele classificou como uma postura "bastante exagerada". Ele disse ainda que, na avaliação dele, o partido está "enlouquecendo".
A apresentadora Dana Perino afirmou que Stevens teve de engolir muita coisa ao longo da campanha. Segundo ela, eleitores judeus de Michigan questionam o que estão fazendo ali e dizem que El-Sayed não é uma opção para eles. Dana citou ainda um anúncio, descrito por ela como antissemita, e disse que a campanha de El-Sayed não aceitou condená-lo de forma específica, apesar do pedido de Stevens.
Na entrevista da noite anterior, El-Sayed foi questionado se Israel tem direito de existir e respondeu que sim, "se houver um entendimento compartilhado". Dana avaliou que a resposta não deu a Stevens um motivo para voltar à campanha dele. Baier disse que a deputada tomou a decisão com base em princípios e que o partido a condena.
O que está em jogo no Senado
Baier avaliou que Michigan pode ou não ser decisivo. Ele lembrou que republicanos venceram com folga em Nebraska e Kansas há dois anos e que podem vencer de novo, embora com margem diferente. Segundo ele, a eleição deve ser disputada, com alguns estados muito apertados apesar das pesquisas, e vários estados-pêndulo podem definir o equilíbrio de poder no Senado dos EUA.
Dana avaliou que o presidente Donald Trump ajudou os republicanos no último mês ao mobilizar eleitores. Os apresentadores também citaram o dinheiro gasto no ciclo, que chegou a US$ 12,7 bilhões, segundo o programa. Para quem acompanha o mercado, o desfecho no Senado define a capacidade de o governo aprovar sua agenda, o que costuma influenciar o debate sobre impostos e gastos públicos.






