Deputada democrata apoia republicano no Michigan na véspera da eleição e abre racha em corrida decisiva ao Senado
Haley Stevens declara voto em Mike Rogers contra Abdul El-Sayed, seu rival nas primárias, e expõe a divisão democrata a um dia da votação que define o Congresso.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A deputada democrata Haley Stevens, do Michigan, anunciou que votará no republicano Mike Rogers para o Senado, e não no candidato do próprio partido, Abdul El-Sayed. O gesto, na véspera da eleição, sacudiu uma das disputas mais disputadas do país, segundo reportagem da Fox Business.
Stevens perdeu para El-Sayed as primárias democratas por margem estreita. Em declaração exibida pelo canal, disse que seu voto será de Rogers porque é preciso "ficar com o país" e não com "o ódio", numa referência ao influenciador Hasan Piker. Depois, afirmou que se trata de fazer a coisa certa e que tomou a decisão como mulher independente.
Racha no Partido Democrata
A reação interna foi dura. Segundo a reportagem, o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, chamou o ato de "traição desprezível", e alguns assessores de alto escalão pediram demissão. O presidente Donald Trump, por sua vez, elogiou a deputada em ato de campanha, dizendo que foi "uma coisa inteligente" e que El-Sayed "destruiria o país".
Segundo a Fox Business, parte do atrito vem da recusa de El-Sayed em denunciar com firmeza um comitê de ação política que o apoia. A reportagem afirma ainda que o candidato culpa Israel pelos preços altos dos alimentos nos Estados Unidos. O canal também destacou uma resposta dele sobre atletas transgêneros em equipes esportivas, que adversários republicanos classificaram como inaceitável.
O editorial do New York Post, citado no programa, afirma que Stevens rompeu com El-Sayed por causa do ódio na campanha e que o candidato tem culpa pela ruptura. Trata-se de avaliação do jornal, e não de fato apurado pela reportagem.
A leitura do ex-presidente do RNC
O ex-presidente do Comitê Nacional Republicano Reince Priebus, hoje colaborador da Fox News, avaliou que a eleição tem um dos finais mais "malucos" que já viu. Para ele, El-Sayed errou ao não fazer as pazes com a rival das primárias. Priebus disse ainda que o episódio dá a democratas desconfiados do candidato uma "permissão para atravessar" e votar do outro lado, e que a divisão tem um custo eleitoral para o partido. Essas são opiniões do comentarista.
Para ele, o desfecho depende de dois fatores: se haverá comparecimento republicano forte e se democratas trocarão de lado ou ficarão em casa. A reportagem observa que eleitores independentes podem ser decisivos, já que Stevens fez campanha como democrata moderada.
Votação antecipada e o que está em jogo
Mais de 54 milhões de americanos já votaram antecipadamente no país. No Michigan, são mais de 1,8 milhão de votos antecipados, e os democratas estão à frente na votação por correspondência, segundo Priebus. Como esse eleitorado tende a ser majoritariamente democrata, a questão, disse ele, é quantos republicanos comparecerão nas urnas.
Democratas e republicanos disputam o controle do Congresso e o rumo do país pelos próximos dois anos. Para o investidor, o resultado importa porque a composição do Senado influencia a agenda legislativa. A transcrição, porém, não trata de efeitos sobre bolsa, juros, dólar ou contas públicas, e qualquer projeção nesse campo seria especulação.






