Rui Costa defende investimento de até 21% do PIB no quarto mandato de Lula
Senador eleito e ex-ministro da Casa Civil cita a logística como forma de reduzir custos e fala em subir além dos 17% do PIB atuais.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

O governo Lula deve buscar elevar a taxa de investimento do País no quarto mandato, e o senador eleito Rui Costa (PT-BA) projeta uma meta de 20% a 21% do PIB. A declaração foi dada nesta quinta-feira (29), em entrevista à Rádio Bandeirantes, segundo InfoMoney. Rui Costa é ex-ministro da Casa Civil.
Segundo a reportagem, a taxa atual está em 17% do PIB, o que torna a meta uma proposta de avançar além desse patamar. Na prática, ampliar a taxa de investimento significa aumentar a fatia da produção nacional destinada a aportes produtivos.
Entre os caminhos apontados, Rui Costa destacou a melhora da logística como forma de reduzir custos de produção. Os custos citados por ele são os industriais e os agrícolas, dois setores que pesam bastante na conta de quem produz no País.
O que está em jogo é a origem dos recursos. O material apurado não detalha como essa meta seria financiada, nem qual parcela caberia ao setor público e ao setor privado. A lacuna importa porque a composição do investimento muda o efeito sobre as contas públicas, os juros e a inflação.
Pelo ângulo liberal, a discussão passa menos pelo número em si e mais pelo ambiente que o torna possível: regras estáveis, contas em ordem e um custo de capital que não dependa de incerteza fiscal. Investimento sustentável nasce da confiança de quem arrisca capital, e não apenas de metas anunciadas em percentual do PIB.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha bolsa, juros e dólar, a meta sinaliza que o investimento pode ganhar peso na agenda do próximo governo, com possíveis efeitos sobre setores ligados à logística e à produção. Ao mesmo tempo, uma expansão de gastos sem trajetória fiscal clara tende a pressionar juros e câmbio, o que afeta o custo do capital e o preço dos ativos. Esta matéria não traz recomendação de compra ou venda e não prevê cotações. Cabe ao investidor acompanhar as medidas concretas e as contas que as sustentarão.


