Bets do exterior seguem acessíveis a brasileiros apesar da proibição do governo
Levantamento do Estadão encontrou pelo menos 17 sites de marcas internacionais que não pediram autorização ao governo e ficaram fora da MP.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE ESTADÃO · 2 MIN

Pelo menos 17 sites de apostas de marcas consolidadas no exterior seguem acessíveis a brasileiros, mesmo após a medida provisória do governo Lula que proibiu o funcionamento dessas plataformas no país, segundo levantamento do Estadão.
As casas são conhecidas internacionalmente e costumam aparecer no esporte, já que patrocinam times estrangeiros, atletas e competições. Essa presença publicitária ajuda a explicar por que as marcas são reconhecidas pelo público brasileiro, mesmo sem operar de forma regularizada no país.
O ponto central da reportagem é a regra de autorização. Segundo o Estadão, as empresas desses 17 sites não pediram ao governo brasileiro autorização para operar legalmente a partir de 2025. Na prática, essa ausência de pedido deixou os sites fora do radar da proibição.
O Ministério da Fazenda foi procurado pela reportagem, mas não respondeu até a publicação. Até aqui, também não há confirmação de ação em curso da pasta para proibir essas apostas.
O caso expõe uma assimetria: a MP alcança o funcionamento de sites de apostas no país, mas, pelo levantamento, não atinge operadores estrangeiros que já são acessados livremente. Num setor que depende de regras claras, essa diferença de tratamento pesa tanto para quem opera dentro da lei quanto para quem acompanha o tema como investidor.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha bolsa, juros e dólar, o tema pesa sobretudo pelo risco regulatório. Se a proibição não alcança sites já consolidados, empresas que buscam operar dentro das regras podem enfrentar um ambiente de concorrência desigual, e o mercado pode ler isso como incerteza sobre a aplicação da lei. Trata-se de um possível efeito, não de uma previsão: a reportagem não aponta decisão da Fazenda sobre essas plataformas, e uma eventual ação futura mudaria esse cenário. Vale acompanhar os próximos passos do governo e as respostas oficiais antes de tirar conclusões sobre o setor.






