Binance retoma saques após roubo de US$ 6,3 bi, e saída líquida chega a US$ 3,6 bi
Exchange diz que o mercado está estável, EUA suspeitam da Coreia do Norte e o Mercado Bitcoin suspende operações após incidente.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE SEU DINHEIRO · 3 MIN

A Binance começou a liberar saques no domingo (1), após um roubo de US$ 6,3 bilhões em criptoativos na quinta-feira (29) que o Seu Dinheiro classifica como o maior ataque hacker da história. Segundo a publicação, a exchange registrou retiradas líquidas de cerca de US$ 3,64 bilhões entre a manhã e o início da tarde de domingo, o equivalente a R$ 19,5 bilhões pela conversão feita pela Revista Oeste.
Os números detalhados, também segundo o Seu Dinheiro, mostram saques de US$ 4,649 bilhões contra depósitos de US$ 1,01 bilhão, o que resulta em saída líquida equivalente a 2,1% dos ativos sob gestão da corretora. O Times Brasil, com dados do DefiLlama, aponta retiradas acumuladas de US$ 5,165 bilhões, cerca de R$ 28 bilhões. Os recortes não são idênticos, por isso convém checar a metodologia de cada levantamento.
A volta às operações também é parcial. De acordo com o Seu Dinheiro, a equipe segue testando redes e os ativos restantes, e a próxima fase não tem data definida. O Times Brasil informa que a Binance liberou saques em dólar americano, dirham dos Emirados Árabes Unidos, dongue vietnamita, peso filipino e rupia indonésia.
Sobre a autoria, o Seu Dinheiro relata que os Estados Unidos suspeitam da Coreia do Norte, enquanto o Money Times cita analistas que atribuem o roubo ao mesmo país. A Binance, por sua vez, afirma que as condições de mercado estão estáveis. A origem do ataque, portanto, ainda aparece como hipótese nas fontes consultadas.
O episódio ganhou um segundo capítulo na segunda-feira (2), quando o Mercado Bitcoin suspendeu depósitos e saques como medida preventiva após um incidente de segurança, segundo o Money Times. A corretora não divulgou montante oficial, mas trackers não oficiais apontam cerca de US$ 40 milhões movimentados. O caso do Mercado Bitcoin ocorreu menos de três dias após o da Binance, o que reacende a discussão sobre a segurança das plataformas centralizadas.
O que está em jogo vai além das duas empresas. Quando bilhões de dólares deixam uma corretora em poucos dias, o investidor passa a questionar onde seus ativos estão custodiados, quem controla as chaves e quanto da liquidez depende de uma única plataforma. Para um mercado que se apresenta como alternativa ao sistema financeiro tradicional, a prova de maturidade passa por segurança e transparência, não apenas por inovação.
O que muda para o investidor
Os fatos apurados não permitem projetar a trajetória de preços, e este texto não sugere compra ou venda de nenhum ativo. O efeito mais imediato é de cautela: a saída de recursos reduz a liquidez disponível na plataforma, e o incidente tende a pesar sobre a percepção de risco de custódia em corretoras centralizadas. Para quem opera, o ponto prático é conferir onde estão os próprios ativos, avaliar quanto capital fica concentrado em uma única instituição e acompanhar os comunicados oficiais sobre a retomada completa dos serviços.






