Washington deve enviar a Brasília minuta sobre tarifas na próxima semana
Ministro do MDIC espera proposta dos EUA para possível acordo tarifário, após encontro em Milwaukee e conversas informais com o Planalto.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 2 MIN

O governo brasileiro aguarda que Washington encaminhe, na semana que vem, uma sugestão concreta para um possível acordo sobre tarifas aplicadas a produtos do Brasil. Segundo o Money Times, essa expectativa parte de Márcio Elias Rosa, que comanda a pasta responsável pelo MDIC.
A espera nasce do encontro de 30 de setembro, quando Elias Rosa e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversaram com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Milwaukee, aproveitando a agenda do G20 comercial. Ainda segundo o Money Times, os americanos se comprometeram a mandar, daqui a quatro semanas, uma versão preliminar do que poderia virar um entendimento.
Há também uma camada informal. De acordo com a Gazeta do Povo, o Planalto manteve conversas informais no período. O próprio Elias Rosa afirmou não ter detalhes sobre o teor dessas conversas, o que deixa em aberto o que já foi discutido entre os dois lados.
O que está em jogo é o custo de acesso ao mercado americano para exportadores brasileiros. Tarifas elevam o preço final dos produtos vendidos nos Estados Unidos e tendem a reduzir a competitividade de quem exporta. Qualquer redução negociada teria efeito direto sobre essas empresas, mas, pelas informações apuradas, ainda não há detalhes sobre quais produtos seriam alcançados nem sobre os percentuais.
Na linha de quem defende livre comércio e menos impostos, um acordo que reduza barreiras seria bem-vindo. A cautela, porém, é a de sempre: o que vale é o texto final, e o governo precisará mostrar a conta e as contrapartidas antes de comemorar.
O que muda para o investidor
Para quem investe em empresas com forte presença no mercado americano, notícias sobre tarifas costumam mexer com as expectativas de receita e margem, e o câmbio tende a reagir a sinais de política comercial. Se a minuta chegar com redução de barreiras, o efeito potencial é positivo para exportadores; se trouxer restrições adicionais ou condições pesadas, o efeito seria o inverso. Até lá, o que existe é uma expectativa, e vale acompanhar o texto antes de tirar conclusões.

