Coreia do Norte rejeita acusação do FBI sobre roubo bilionário à Binance
Kim Yo Jong chama a acusação de “grave provocação política”, enquanto a Binance diz ter reposto 95% dos ativos afetados pelo ataque.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE ESTADÃO · 3 MIN

A Coreia do Norte rejeitou as acusações do FBI de que teria participação no ataque hacker à corretora Binance. A reação veio na terça-feira, 3, segundo o Estadão. O FBI atribui ao regime o roubo de cerca de US$ 6 bilhões, valor citado pelo Estadão e pelo Times Brasil. A Bloomberg, via InfoMoney, fala em US$ 6,3 bilhões.
A resposta mais dura partiu de Kim Yo Jong, irmã de Kim Jong Un, em comunicado divulgado pela KCNA. Segundo o Estadão, ela classificou a acusação como “retórica absurda e nada de novo” e a chamou de “grave provocação política” contra a RPDC. Kim também lembrou acusações anteriores dos Estados Unidos sobre o ataque à Bybit no ano passado.
De acordo com a Bloomberg, reproduzida pelo InfoMoney, o FBI atribui o roubo ao grupo norte-coreano TraderTraitor. A mesma reportagem traz um contraste: a Coreia do Norte tem um exército de hackers com milhares de integrantes, mas especialistas dizem que o TraderTraitor pode ter apenas cerca de uma dúzia de membros.
O caso ganha peso porque, segundo a reportagem, a inteligência artificial deu ao grupo uma nova ferramenta para financiar a expansão militar do país, que possui armas nucleares. Esse ponto desloca o episódio do mercado de criptomoedas para a segurança internacional, já que associa o dinheiro roubado ao financiamento militar.
Do lado da Binance, a empresa afirma ter reposto 95% do valor dos ativos afetados, com recursos próprios. Os 5% restantes, segundo a corretora, são ativos de menor liquidez. A reposição incluiu BTC, ETH, USDT, BNB, SOL, USDC, XRP, USD1, RLUSD e ZEC, e a Binance diz que todos estão 100% lastreados.
Até aqui, o embate é sobre a autoria. Washington aponta o regime norte-coreano, e Pyongyang nega. Os fatos apurados não trazem uma verificação independente sobre quem executou o ataque, e a disputa segue em aberto.
O que muda para o investidor
Para quem opera cripto ou acompanha empresas do setor, o episódio reforça a atenção ao risco de custódia em corretoras, fator que entra na decisão sobre onde manter ativos. O dado que mais pesa é que os 5% restantes são ativos de menor liquidez, um lembrete de que nem todo patrimônio tem a mesma facilidade de negociação. Os fatos apurados não indicam efeito direto sobre preços, e a avaliação do risco de cada exposição cabe ao próprio investidor.






