Democratas retomam a Câmara e avançam no Senado em eleição de meio de mandato nos EUA
Partido ganha estados antes republicanos, como Texas e Ohio, e Hakeem Jeffries deve ser o primeiro presidente negro da Câmara, segundo a cobertura da Fox.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
Os democratas assumiram o controle da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos por ampla margem e viraram cadeiras no Senado e em governos estaduais, na eleição de meio de mandato de Donald Trump. A avaliação é do correspondente Chad Pergram, da Fox, que comparou a noite a ondas como as de 1994 e 2010.
Segundo Pergram, o partido deve manter ao menos 54 cadeiras no Senado. Os democratas preservaram Geórgia, Michigan e Minnesota e viraram Texas, Kansas, Carolina do Sul, Carolina do Norte, Ohio, Maine e Iowa. O Alasca ainda não foi definido. Na Câmara, o partido levou duas cadeiras em Ohio, três em Iowa, ao menos duas na Carolina do Norte e uma no Texas, apesar de novos mapas favoráveis aos republicanos.
Hakeem Jeffries deve se tornar em janeiro o primeiro presidente negro da Câmara. Um dos resultados de maior simbolismo foi o do Texas, onde, segundo a Fox, o democrata James Talarico derrotou o republicano Ken Paxton. Será a primeira vez em quase 40 anos que o estado elege um democrata para o Senado americano.
Governadores e eleitorado
A cobertura destacou ainda as disputas estaduais. Rob Sand venceu em Iowa e Amy Acton ganhou em Ohio, derrotando Vivek Ramaswamy. Na Geórgia, Keisha Lance Bottoms deve ser a primeira governadora negra eleita do país. Na Flórida, o republicano Byron Donalds foi eleito, e a emissora o descreveu como o primeiro governador republicano negro do estado. No Texas, segundo a transcrição, Hinojosa derrotou o governador Greg Abbott, que buscava mais um mandato após 12 anos.
Uma pesquisa de eleitores da Fox News mostrou que homens de 18 a 22 anos e de 30 a 44 anos votaram de forma esmagadora em democratas. Entre homens brancos de 18 a 44 anos, 53% escolheram o partido. O apresentador Todd Piro lembrou que esse grupo ajudou a levar Trump de volta à Casa Branca em 2024.
O que muda em Washington
Trump disse esperar que os democratas enviem propostas que ele considera "insanas" e que vai vetá-las. Segundo o presidente, depois de alguns meses de vetos, os adversários o procurariam para negociar. Pergram observou que Jeffries terá de conciliar a ala progressista, que cobra Medicare para todos e estatuto de estado para Washington, D.C., com moderados eleitos em distritos disputados. A apresentadora Cheryl Casone notou que algumas dessas ideias são caras.
Bill McGurn, do conselho editorial do Wall Street Journal, avaliou que os republicanos não apresentaram uma mensagem de crescimento econômico e que a campanha girou em torno de personalidades. Para ele, os democratas têm maiorias grandes, mas não à prova de veto, e devem concentrar esforços em bloquear indicações de juízes, incluindo a Suprema Corte.
A transcrição não traz análise sobre reação de bolsa, juros ou dólar. Para o investidor, o dado central é o cenário de governo dividido: o debate sobre gastos e a capacidade de aprovar o que quer que seja nos próximos dois anos dependerão do uso do veto por Trump e da disposição de democratas moderados a negociar. Na liderança republicana, John Thune deve voltar como líder da maioria no Senado, segundo Pergram, e a situação de Mike Johnson na Câmara é incerta.


