Vance se afasta de Trump sobre a guerra no Irã após derrota republicana e antecipa disputa de 2028
Vice-presidente atribuiu o revés nas eleições de meio de mandato ao conflito; comentaristas da Fox Business veem movimento calculado e divergem sobre o custo político.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O vice-presidente JD Vance rompeu, ao menos em parte, com a posição do presidente Donald Trump sobre a guerra no Irã ao afirmar que o conflito foi a razão da derrota republicana nas eleições de meio de mandato. A declaração, feita em uma publicação nas redes sociais, acendeu o debate sobre lealdade dentro do partido e antecipou a disputa pela indicação presidencial de 2028, segundo a cobertura da Fox Business.
Segundo a transmissão, Vance escreveu que "o motivo pelo qual perdemos é a guerra" e que qualquer conversa honesta sobre os próximos passos deve começar por aí. Ele também disse que eleitores que apoiaram Trump com força em 2024, como jovens, mulheres e hispânicos, não apenas ficaram em casa, mas votaram em democratas. Vance listou quatro pontos sobre o que, na avaliação dele, precisa mudar.
O Wall Street Journal, citado no programa, informou que não está claro se Vance coordenou a publicação com a Casa Branca. Uma autoridade do governo disse que o presidente sabia da mensagem antes de ela ser divulgada. Na véspera, Trump havia dito na Fox que não acreditava que o Irã tivesse custado a eleição ao partido, e afirmou que repetiria a decisão de entrar na guerra.
Preços, energia e juros no centro da discussão
Um dos comentaristas do programa sustentou que o problema não foi a guerra em si, mas seu efeito sobre os preços: segundo ele, o conflito pressionou a energia e elevou os juros. Outra participante disse que o país não estava preparado e que os eleitores não se convenceram de que valia a pena. Para o investidor, o relato indica que o custo de vida e as taxas de juros foram lidos como fatores decisivos nas urnas, embora a transcrição não traga dados que quantifiquem isso.
Um comentarista observou ainda que Trump costuma dizer que está perto de um acordo com o Irã, às vezes às quintas ou sextas-feiras, "para que o mercado subisse antes do fim de semana", e que terá mais dificuldade de repetir isso nas próximas semanas e meses.
Disputa de 2028 e pressão sobre o governo
O ex-chefe de gabinete da Casa Branca Mark Meadows disse que, se fosse apostador, apontaria Vance como o nome mais forte para levar adiante o legado de Trump. Ele citou também o governador da Flórida, Ron DeSantis, e o senador Ted Cruz entre os mais comentados, além de Marco Rubio. Trump, segundo o programa, ainda não apoiou ninguém. Meadows afirmou que o presidente deixará o eleitorado decidir.
O ex-assessor do comitê senatorial republicano Matt Whitlock classificou a mensagem de Vance como uma "dança delicada": o vice quer manter a ligação com a presidência Trump enquanto rompe com algumas de suas ideias mais importantes. Já o governador DeSantis, segundo os painelistas, descreveu o resultado como quase um "evento de nível de extinção" para os republicanos e disse que o partido dificilmente retomará o Senado em 2028 com o mapa atual.
No front externo, a correspondente Aisha Hosny informou que um terceiro porta-aviões americano chegará ao Oriente Médio até o fim do mês e que o Irã pediu ajuda a líderes regionais para tentar dissuadir novos ataques. Segundo a Fox, republicanos da Câmara também admitem que um processo de impeachment contra o secretário de Guerra, Pete Hegseth, pode avançar. O presidente já disse que ele não sairá.


