Democratas retomam o Senado dos EUA e Schumer promete foco em custo de vida e embate com Trump
Líder democrata diz que maioria pode chegar a 54, 55 ou 56 cadeiras e fala em investigações, fim da guerra no Irã e redução de custos, segundo transmissão da Fox Business.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O Partido Democrata conquistou a maioria no Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, segundo o líder da bancada, Chuck Schumer, que discursou a jornalistas após o resultado, em transmissão acompanhada pela Fox Business. "Contra todas as probabilidades, os democratas venceram o Senado", afirmou.
Schumer disse que a maioria hoje é de 54 cadeiras, mas que pode chegar a 55 ou 56. Ele descreveu o resultado como uma "reformulação geracional" do mapa do Senado e citou Iowa, Carolina do Sul e Texas como exemplos de estados em que senadores democratas poderão fazer diferença. A declaração é do próprio líder democrata, e a contagem final não foi detalhada na transmissão.
O que, segundo Schumer, decidiu a eleição
Para o senador, a coalizão democrata na Câmara e no Senado concentrou a campanha nos temas que mais preocupavam os eleitores. O primeiro deles, afirmou, foi o custo de vida, com a dificuldade das famílias de sustentar a casa e planejar o futuro dos filhos. O segundo foi o que ele chamou de corrupção do presidente Donald Trump. Schumer também atribuiu o resultado ao recrutamento de candidatos que adaptaram a mensagem a seus estados.
O líder democrata acusou os republicanos de terem desperdiçado a oportunidade que tiveram há dois anos e disse que o governo Trump elevou os custos de saúde, de eletricidade e de combustíveis, como gasolina e diesel. São avaliações políticas de Schumer, não dados apresentados na transmissão.
Agenda: custos, investigações e Irã
Schumer listou três prioridades: reduzir o custo de vida, combater a corrupção no governo e conter o que chamou de caos do presidente, dentro e fora do país. Sobre o Irã, disse que a guerra "deve acabar" e que alguns republicanos já se juntaram aos democratas nesse esforço. Questionado sobre como forçar o fim do conflito, citou o poder do Congresso sobre o orçamento como instrumento de contenção do Executivo.
Sobre investigações, afirmou que "tem de haver algumas", mas que o foco será a redução de custos. Disse ainda que os democratas buscarão derrubar custos "com o presidente ou sem ele" e que haverá investigações e ações judiciais se Trump desafiar a vontade popular ou a lei. Perguntado se o resultado seria um mandato para um processo de impeachment, não respondeu diretamente e disse que cada um fará sua interpretação.
Pontos em aberto para o mercado
O líder evitou se comprometer sobre o fim da regra do filibuster, que exige ampla maioria para aprovar projetos. Disse apenas que a prioridade será reduzir custos por meio do processo legislativo. Em relação a indicações judiciais, afirmou que os democratas querem nomes com fidelidade ao Estado de Direito. Schumer mencionou ainda que um grupo bipartidário trabalha em uma reforma de licenciamento, que poderia ajudar a baixar o preço da eletricidade.
Para o investidor, a mudança de controle no Senado tende a elevar a incerteza sobre a relação entre Casa Branca e Congresso, com possíveis impactos em política fiscal, energia e na condução do conflito com o Irã. A transmissão, contudo, não trouxe medidas concretas sobre impostos, gastos públicos ou dívida, e os efeitos sobre bolsa, juros e dólar dependerão de como a nova maioria transformará as promessas em projetos.
Schumer também enfrentou perguntas sobre divisões internas. Ao ser questionado sobre candidatos eleitos que disseram que não votarão nele como líder, ele respondeu que "a questão não sou eu" e que será reeleito líder da maioria. Ele citou os nomes de Adam Hamilton e Troy Jackson na pergunta de um repórter, e disse que a bancada, que reúne perfis progressistas e moderados, estará unida em torno de custos e combate à corrupção.


