Democratas se preparam para investigar Trump, mas analista alerta para risco político e jurídico
Segundo comentarista jurídico da Fox News, investigações no Congresso devem ser extensas, mas podem cobrar um preço eleitoral dos democratas em 2028.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
Com os democratas prestes a assumir o controle da Câmara, a perspectiva de uma série de investigações contra o governo de Donald Trump domina o debate em Washington. Em entrevista ao programa America Reports, da Fox News, a editora jurídica Kerri Urbahn avaliou que o excesso de fiscalização pode se voltar contra o próprio partido.
Segundo Urbahn, os democratas geraram muito material contra Trump e pessoas próximas a ele no passado, mas, na avaliação dela, "foi principalmente lixo". Ela disse falar como alguém que trabalhou no primeiro governo Trump e afirmou que foi notável a forma como, em sua visão, a lei foi manipulada contra o então presidente. Para ela, após oito anos disso, os americanos se cansaram.
A analista afirmou que investigar ou exercer a fiscalização de modo excessivo pode prejudicar os democratas em 2028, algo que, na opinião dela, o partido não deveria desejar. Ainda assim, ressaltou que o Congresso tem poder legítimo de supervisão.
O que pode ser alvo
Urbahn reconheceu que há questionamentos legítimos sobre familiares do presidente e pessoas próximas a ele que estariam enriquecendo de forma desproporcional, enquanto americanos sentem que estão ficando mais pobres. Para ela, pessoas dos dois lados do espectro político podem aceitar que esse tema seja aprofundado.
Já investigações sobre imigração e votação, segundo a analista, tendem a extrapolar os limites da lei. Ela argumentou que o presidente é o principal responsável pela aplicação das leis de imigração e que votar sendo não cidadão é crime.
O programa exibiu declaração do senador Chuck Schumer, que afirmou que, sempre que Trump desafiar a vontade do povo ou a lei, os democratas lançarão investigações. O futuro presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, o democrata Robert Garcia, da Califórnia, publicou mensagem em que pede que o governo se prepare com advogados.
Intimações, privilégio e limites
Para Urbahn, os próximos anos serão dolorosos para o presidente, sua família, seus amigos e quem fez negócios com eles. Ela disse que o setor privado terá de cumprir intimações, enquanto integrantes da Casa Branca e do governo poderão invocar privilégio e não necessariamente serão convocados pelo Congresso em certos temas.
A analista prevê muitas audiências e muito barulho, mas lembrou que caberá ao Departamento de Justiça decidir se haverá processos. Em sua avaliação, o órgão não deve agir contra o que chamou de projetos de estimação dos democratas, o que poderia mudar caso o partido reconquiste a Casa Branca em 2028.
Nem todos os democratas defendem o caminho do impeachment. Corey Booker disse que uma corrida por esse caminho seria um erro e que os americanos querem resultados concretos. Adam Hamilton afirmou não querer passar dois anos em audiências, e sim resolver problemas da população.
Urbahn classificou essa posição como a estratégia política e jurídica correta. Para ela, o eleitor está cansado de política de revanche e do uso da lei contra adversários, o que, na sua visão, desmonta o sistema de Justiça. Ela defendeu que o foco recaia sobre o custo de vida, como o bolso das famílias e o preço da gasolina.
Para o investidor, o episódio indica um ambiente de maior ruído político em Washington nos próximos anos, com potencial de atrito entre Congresso e Casa Branca. A transcrição não traz projeções para bolsa, juros, dólar ou contas públicas, e o efeito sobre os mercados dependerá de como essa disputa evoluir.


