Magalu tem ventos a favor, mas Bradesco BBI vê macro desafiador e mantém neutro
Banco reiterou recomendação neutra para MGLU3 com preço-alvo de R$ 7,00, após alta de 64% das ações até 23 de outubro
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

O Bradesco BBI manteve a recomendação neutra para as ações do Magazine Luiza (MGLU3), mesmo reconhecendo que a varejista tem fatores favoráveis pela frente. Segundo o InfoMoney, a casa reiterou o preço-alvo de R$ 7,00 e adotou um tom cauteloso em um momento em que o papel já acumulou ganhos expressivos.
Os números ajudam a entender o movimento. Até 23 de outubro, as ações somavam alta de 64%, mas devolveram parte desses ganhos depois do resultado das eleições. A mesma reportagem menciona uma queda esperada de 30% no mês, sem detalhar no material apurado a base dessa projeção.
O principal fator positivo apontado pelo banco está na reestruturação do Grupo Casas Bahia (BHIA3). De acordo com o InfoMoney, esse processo pode permitir ao Magalu ganhar participação de mercado, em um cenário em que a concorrente passa por mudanças internas.
Para o BBI, o movimento abriria espaço para vendas líquidas adicionais de cerca de R$ 5,7 bilhões, com Ebitda incremental estimado em aproximadamente R$ 460 milhões. São estimativas do banco, e não resultados já contabilizados, o que ajuda a explicar a postura cautelosa.
O contraponto está no ambiente macroeconômico, que a reportagem classifica como desafiador. Segundo a leitura do InfoMoney, é a combinação entre o potencial de ganho setorial e esse cenário externo que sustenta o tom neutro do relatório.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha a bolsa, o caso mostra que a leitura de uma varejista como o Magalu depende de dois eixos: a capacidade de capturar espaço da concorrência e a evolução do ambiente macroeconômico. Sem recomendação de compra ou venda, vale acompanhar o andamento da reestruturação do Casas Bahia e os dados que confirmem ou não as estimativas do banco. Por enquanto, a cautela do BBI indica que o potencial de ganho ainda depende de fatores que a empresa não controla integralmente.







