Déficit das contas públicas e das estatais sobe, e inadimplência das famílias bate recorde
Segundo a Revista Oeste, rombo de R$ 5,5 bilhões em setembro, déficit recorde das estatais e endividamento familiar recorde pressionam o debate fiscal e tributário.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 3 MIN

Em programa exibido em 29 de outubro, o Oeste Sem Filtro, da Revista Oeste, reuniu um conjunto de dados fiscais que pressionam o debate econômico. O número que mais chama atenção é o das contas públicas, com déficit de R$ 5,5 bilhões em setembro. Já as estatais federais acumulam déficit de R$ 8,5 bilhões até o mesmo mês, e a publicação destacou o resultado como recorde.
No lado das famílias, a inadimplência e o endividamento atingiram recorde em setembro, segundo dados do Banco Central citados pela Revista Oeste. O indicador coloca o orçamento doméstico no centro da discussão sobre crédito e consumo, em um momento em que o próprio setor público segue no vermelho.
Na frente tributária, a Revista Oeste informou que o TCU apresentou uma proposta relacionada à CBS e emitiu alerta sobre um IVA de 30% no Brasil. Do outro lado, o setor produtivo pede o adiamento de obrigações previstas na reforma tributária, o que mostra que as empresas ainda buscam tempo para se adaptar às novas regras.
No noticiário político, a publicação relatou que Valdemar não gostou de uma carta de Flávio e que a equipe de Trump organizou uma viagem de Flávio aos Estados Unidos. O WSJ criticou o governo Lula e viu vingança política contra Flávio.
Também entrou na pauta a decisão de Fachin, que arquivou mais cinco investigações do Inquérito das Fake News. Temas dessa natureza costumam pesar na percepção de risco, mesmo quando não alteram diretamente os números das empresas.
O que muda para o investidor
Déficits crescentes nas contas públicas e nas estatais, somados à inadimplência recorde das famílias, são variáveis que o mercado acompanha de perto na curva de juros e no câmbio, porque moldam as expectativas sobre a política fiscal. Uma eventual mudança na tributação sobre o consumo, como o IVA de 30% citado no alerta do TCU, poderia afetar margens de empresas e preços. Para quem opera bolsa, Nasdaq, juros e dólar, o ponto de atenção é o próximo passo do governo sobre contas públicas e reforma tributária. Esta matéria não traz recomendação de compra ou venda e não projeta preços de ativos.


