Eleições nos EUA, decisão da Selic e balanço do Itaú definem o pregão desta quarta-feira
A maioria das instituições espera a Selic mantida em 13,75%, enquanto a votação americana e a agenda de balanços dominam a pauta.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE SEU DINHEIRO · 3 MIN

A quarta-feira (4) reúne os principais focos do mercado brasileiro e americano. No Brasil, o Copom decide a Selic, e a expectativa predominante é de manutenção. Entre as 21 instituições ouvidas pelo Money Times, 16 veem a taxa em 13,75% ao ano. As outras cinco preveem redução de 0,25 p.p., levando-a a 13,50%, aposta de ASA, XP, Inter, BB Investimentos e Bradesco. Para o fim de 2026, a projeção mais comum continua sendo 13,75%.
Do outro lado do oceano, o foco recai sobre a votação de meio de mandato americana, que se encerra na terça-feira. Wall Street fechou mista na véspera. Segundo o InfoMoney, Ryan Detrick, da Carson Group e colaborador da CNBC, avalia que o mercado pode ganhar calma depois da eleição.
A corrida eleitoral também resgatou uma expressão com história peculiar. Conforme o Seu Dinheiro, pato manco surgiu no século 18, em solo inglês, como apelido para operadores quebrados que abandonavam a Bolsa. Do lado americano, o rótulo ganhou outro sentido e passou a atingir líderes em reta final de mandato, sejam chefes do Executivo, governadores ou membros do Legislativo, que já não tinham influência.
Na agenda de empresas, o RD Saúde (RADL3) abre a lista desta quarta, ao lado de POMO4 (Marcopolo), BBSE3 (BB Seguridade) e ITUB4 (Itaú), segundo o InfoMoney. Também publicam balanços hoje a PRIO (PRIO3), a Minerva (BEEF3), a Axia Energia (AXIA3), a Vibra (VBBR4), a C&A (CEAB3) e a Riachuelo (RIAA3).
No noticiário corporativo, a Alupar (ALUP11) venceu um projeto no Chile, com investimento estimado em US$ 85 milhões. A Aeris (AERI3) protocolou pedido de recuperação extrajudicial, e a Yduqs (YDUQ3) avança na fusão com a Afya, com assembleia convocada para o dia 25. No exterior, a Apple divulgou balanço trimestral abaixo das expectativas, e o petróleo recuou após forte queda na véspera, em meio a uma nova ação militar dos EUA contra o Irã.
Impactos práticos para quem investe
A decisão do Copom é o evento de maior peso para quem acompanha juros e renda fixa, porque define a referência de juros da economia. Se a manutenção prevalecer, como espera a maioria, o cenário segue com juros elevados, o que costuma pesar sobre o custo do crédito e sobre empresas mais endividadas. Um corte, defendido por cinco instituições, indicaria leitura mais benigna da inflação. Para quem defende responsabilidade fiscal, vale lembrar que a trajetória dos juros também depende das contas públicas, por isso o comunicado do Copom deve ser lido com atenção. No exterior, a volatilidade ligada às eleições e a reação a balanços como o da Apple podem influenciar Nasdaq e dólar no curto prazo, sem que isso indique a direção dos preços.
Análise X-Trader: o que muda para quem opera
A quarta-feira reúne a decisão da Selic pelo Copom, com a expectativa de manutenção em 13,75% ao ano para a maioria das instituições ouvidas, além da votação de meio de mandato nos Estados Unidos e balanços corporativos. Para quem opera mini-índice, dólar futuro, juros ou Nasdaq futuro, esses fatores externos e internos elevam a volatilidade de curto prazo. Essa concentração de eventos exige atenção redobrada ao gerenciamento de risco, controle de exposição e paciência para aguardar a confirmação de movimentos nos gráficos antes de tomar qualquer decisão operacional.


