esquema no ueno bank sacode o paraguai e derruba cúpula do governo
intervenção estatal no paraguai congela saldos, força queda de mandatário e revela rombo contábil no ueno bank, conforme veiculado pelo antagonista.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE O ANTAGONISTA · 2 MIN

O mercado financeiro paraguaio enfrentou turbulências drásticas depois que a autoridade monetária ordenou a intervenção na instituição em 3 de março, segundo publicou O Antagonista. O banco atingiu quase 3 milhões de contas em uma nação cuja população total é de 6,4 milhões de pessoas, tendo chegado à marca de 470.000 plásticos liberados em 24 horas, o que fez sua solvência despencar para 5,56%, patamar bem inferior ao patamar mínimo de 12% estipulado pelas normas vigentes.
A derrocada da empresa gerou efeitos políticos em cadeia destacados por O Antagonista. O chefe de Estado Santiago Peña deixou o comando do país em 5 de março, tendo mantido participação acionária no negócio até os primeiros meses de 2025. Na mesma data, o dirigente máximo da autarquia monetária, Carlos Carvallo Spalding, deixou o posto após ter chefiado no passado a Financeira Ueno.
Conforme O Antagonista, a Justiça ordenou a detenção cautelar de Miguel Vázquez, principal dirigente e idealizador do Ueno Bank, sob a imputação de quatro delitos contra o sistema financeiro. Vázquez nutria grandes aspirações ao manifestar publicamente que sua maior meta era transformar o Paraguai no berço de seu primeiro unicórnio corporativo sob sua própria liderança, conforme apurou o portal.
A apuração revelou que a companhia obteve aval para operar somente em novembro de 2023, mas amealhou captações da ordem de 850 milhões de dólares em dinheiro estatal, abarcando fundos do Instituto de Previdência Social. O Antagonista ressaltou a ocorrência de uma transação atípica ligada a um portfólio creditício avaliado em 74,4 milhões de dólares associado à firma Vinanzas, ao passo que a medida federal suspendeu a retirada de valores pelos usuários por um prazo que pode alcançar 15 dias.
O que muda para o investidor
O escândalo institucional e a quebra de confiança na governabilidade de um vizinho regional elevam o prêmio de risco para ativos latino-americanos. Investidores que monitoram a estabilidade regulatória e a segurança jurídica na região passam a reavaliar a exposição a economias menores, onde laços estreitos entre o poder público e o setor privado podem mascarar fragilidades sistêmicas graves e volatilidade cambial.


