Executivo cobra juros menores enquanto empurra ajuste fiscal para frente
Dario Durigan classifica a Selic atual como muito ruim, mas afasta novas medidas de controle de gastos públicos no curto prazo.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE DIÁRIO DO PODER · 2 MIN

A equipe econômica voltou a criticar o patamar atual dos juros no país, mesmo optando por postergar o debate sobre o equilíbrio das contas públicas. Segundo o Diário do Poder, o secretário-executivo Dario Durigan afirmou que a taxa Selic em 13,75% ao ano é considerada muito ruim para a economia nacional.
A declaração ocorre no mesmo período em que o Banco Central manteve a taxa básica de juros inalterada em 13,75% ao ano, em decisão unânime do Copom datada de 04 de novembro de 2026. Conforme apurado pelo Diário do Poder, a inflação medida pelo IPCA acumulado em doze meses atingiu 4,58% em setembro.
Apesar das críticas ao custo do crédito, o governo descartou o anúncio de novas medidas de ajuste fiscal para os próximos dias, conforme informou o Diário do Poder. O noticiário aponta que a gestão federal aposta no corte de privilégios para tentar fechar as contas públicas no azul.
Enquanto o ajuste fiscal fica para depois da COP31, evento para o qual o presidente Lula viaja nesta semana, o mercado financeiro monitora os desdobramentos da política econômica. De acordo com o Diário do Poder, a postergação das ações fiscais mantém o foco dos agentes econômicos na trajetória dos gastos do Estado.
O que muda para o investidor
A divergência entre o discurso de juros baixos e a demora na implementação de um ajuste fiscal consistente impacta diretamente a formação de expectativas nos mercados de renda fixa e câmbio. Investidores que operam a bolsa, a Nasdaq, as taxas de juros e o dólar passam a reavaliar o risco fiscal brasileiro, ponderando como a ausência de novas medidas de contenção de despesas e a manutenção da Selic em 13,75% influenciam a precificação dos ativos e a volatilidade dos negócios.


