governo define nova relação de insumos estratégicos e preocupa mercado com foco em contratos
Colegiado federal estabelece vinte e sete substâncias minerais essenciais e planeja análise em acordos comerciais e participação societária.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE ESTADÃO · 2 MIN

O governo federal avançou na supervisão estatal de riquezas minerais brasileiras, conforme veiculado pelo Estadão. Em encontro recente ocorrido em quinta-feira, dia cinco, a titular da pasta da Casa Civil, Miriam Belchior, divulgou o rol definitivo de vinte e sete minerais críticos e estratégicos durante encontro promovido pelo Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, também chamado de Cimce.
O compêndio foi categorizado em três níveis de relevância, segundo informou o veículo. Na primeira categoria, tida como de máxima urgência, figuram elementos vitais para inovação tecnológica e descarbonização, a exemplo de terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio.
Por sua vez, o segundo agrupamento abrange os recursos de relevância intermediária, faixa que contempla tungstênio, cromo, vanádio, tântalo, titânio, fosfato, potássio e enxofre. Por fim, a terceira divisão recebeu status de menor urgência, conforme detalhado pela imprensa.
O aspecto que gerou maior inquietação corporativa diz respeito à administração desses insumos. Conforme divulgado pelo Estadão, planeja-se análise em acordos comerciais e participação societária voltada expressamente aos blocos de urgência alta e intermediária.
O que muda para o investidor
A maior interferência estatal e a análise em acordos comerciais e participação societária elevam o risco regulatório para companhias ligadas ao setor de mineração e metais. Investidores monitoram de perto os impactos dessa burocracia sobre a atração de capital privado, a segurança jurídica e a competitividade do Brasil no mercado global de insumos estratégicos.

