Escala 6x1 pode ir a lei complementar, sem necessidade de PEC
Líder do governo no Senado afirma que exceções à escala 6x1 seriam tratadas por lei complementar, enquanto relator propõe separar PEC da Segurança da maioridade penal.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE ESTADÃO · 2 MIN

Segundo o Estadão, a avaliação dentro do Executivo é de que não se justifica criar outra proposta de emenda à Constituição para detalhar as brechas da escala 6x1. A visão foi exposta na terça-feira, 3, por Teresa Leitão (PT-PE), que lidera o governo no Senado. O caminho apontado, conforme apurado, é diferente: as exceções previstas na Emenda Constitucional 141 seriam tratadas por projeto de lei complementar.
A escolha do instrumento não é detalhe técnico. Uma PEC altera diretamente a Constituição e costuma exigir um rito mais longo e um quórum mais alto, enquanto um projeto de lei complementar tramita com regras diferentes. Por isso, a decisão define não apenas o formato da regra, mas também o prazo e o custo político de eventual aprovação.
De acordo com o InfoMoney, o Senado aprovou uma nova PEC da Segurança Pública. Na véspera da votação, os senadores chegaram a um entendimento para tentar pôr em pauta no plenário, na quarta-feira (4), o debate sobre baixar a idade a partir da qual um jovem responde criminalmente como adulto.
A mesma fonte informa que Rogério Carvalho (PT-SE), que relata a PEC da Segurança Pública, sugeriu que as duas matérias tramitem de forma apartada: de um lado a PEC da Segurança, de outro a questão da idade penal. A proposta já havia sido antecipada pelo Estadão.
O que está em jogo é a previsibilidade da agenda legislativa. Separar a tramitação permite que uma matéria avance sem depender da outra, o que pode mudar o ritmo de votação de temas diferentes no mesmo plenário. Ao mesmo tempo, a definição do instrumento para a escala 6x1 mostra que o governo busca evitar um caminho constitucional mais exigente.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha bolsa, juros e dólar, o efeito inicial tende a ser sobre a expectativa, e não sobre números já divulgados. A troca entre PEC e lei complementar altera o tempo que o mercado levaria para precificar uma eventual mudança na jornada de trabalho. Já a separação das pautas de segurança e maioridade penal pode redistribuir a atenção do plenário entre temas que têm impacto diferente sobre a agenda econômica. Vale acompanhar o calendário do Senado e as próximas votações, sem que isso represente recomendação de compra ou venda de ativos nem projeção de cotações.

