Graham Stephan vê chance de grande boom econômico impulsionado por IA, petróleo menor e juros em queda
Para o apresentador, dívida dos EUA acima de US$ 40 trilhões pode perder peso se produtividade e queda da inflação se combinarem, mas ele alerta para riscos de impostos e regulação.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE GRAHAM STEPHAN · 3 MIN
O youtuber e investidor Graham Stephan afirmou, em vídeo publicado em seu canal, que os Estados Unidos podem estar prestes a viver um dos maiores booms econômicos da geração, caso petróleo e inflação recuem, os juros caiam e a inteligência artificial eleve a produtividade. A avaliação é do apresentador e não constitui previsão oficial nem recomendação de investimento.
O ponto de partida, segundo Stephan, é a dívida nacional americana, que passa de US$ 40 trilhões e cresce cerca de US$ 2 trilhões por ano. Ele afirma que o governo gasta aproximadamente US$ 2 trilhões a mais do que arrecada em impostos e precisa financiar a diferença com empréstimos. Na visão do apresentador, o problema é o gasto: "é sempre um problema de gastos primeiro, e de receita depois".
O precedente do pós-guerra
Stephan lembra que a dívida só esteve em nível comparável uma vez, no pico após a Segunda Guerra Mundial. Naquele período, segundo ele, a queda forte dos gastos e a retomada da produtividade permitiram ao governo reduzir o endividamento relativo. O apresentador diz ainda que se imprimiu dinheiro e que a inflação ajudou a diluir a dívida.
Para ele, algo parecido pode se repetir. O apresentador diz acreditar que robôs, IA e superinteligência poderão elevar a produção ao longo dos próximos 50 anos a ponto de a dívida atual "parecer pouca coisa". Trata-se de uma aposta, e não de um dado.
Petróleo, inflação e juros
Segundo Stephan, o fator mais imediato é o preço do petróleo, ligado ao conflito envolvendo o Irã e ao Estreito de Ormuz. Se houver um acordo duradouro, as expectativas de inflação cairiam rapidamente. Ele cita a venda recente de ações do setor de defesa como sinal de que o mercado começa a precificar um fim mais próximo da guerra, mas ressalva que as negociações seguem incertas.
O raciocínio apresentado é encadeado: com petróleo menor, a inflação recuaria; o Federal Reserve, que elevou os juros na última reunião por causa da inflação, poderia então reduzi-los. Juros de curto prazo mais baixos criariam incentivo para os bancos emprestarem mais, sob regras que, segundo o vídeo, foram flexibilizadas em abril de 2026. Stephan diz que o JP Morgan vê a desregulação bancária como a próxima fase da agenda econômica do governo. O apresentador, porém, duvida que isso avance e afirma esperar mais regulação.
Ele também comenta o presidente do Fed, Kevin Warsh, descrito como crítico da expansão de liquidez por meio de afrouxamento quantitativo. Stephan considera a escolha incomum, já que o presidente Donald Trump, a seu ver, prefere juros baixos e dinheiro barato.
Bolsa, riscos e o que isso significa
Stephan observa que o índice de medo e ganância segue em território de medo, apesar de o S&P 500 estar a poucos pontos percentuais da máxima histórica. Para ele, quedas de 5% são normais, e quem investe em bolsa deve esperar mentalmente perdas de até 50%, como ocorreu em 2008.
O apresentador reconhece que um boom movido a dívida não é infinito e que um aumento de impostos sobre ganhos de capital poderia desestimular o investimento. Ele diz ainda que uma queda forte e prolongada dos preços pode vir em algum momento, sem data definida. Em sua experiência, afirma, os piores momentos de pessimismo foram os de maior oportunidade, e diz ter definido compras escalonadas antes da queda provocada pelas tarifas em 2025. Stephan afirma acreditar que o movimento pode começar antes das eleições legislativas de meio de mandato.
Para o mercado, o recado do vídeo é condicional: o cenário otimista depende de acordo no Oriente Médio, de queda da inflação e de corte de juros, além de a aposta em IA se concretizar. O próprio apresentador admite que, se a tecnologia não entregar o esperado, é nela que o mercado inteiro está apoiado.


