Parlamento da Groenlândia referenda pacto de defesa com EUA e Dinamarca e amplia presença americana
Parlamento local ratificou pacto trilateral que prevê mais bases americanas e mantém a ilha sob soberania dinamarquesa.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 2 MIN

Na terça-feira, 3, o Parlamento groenlandês referendou o pacto de segurança costurado por Washington e Copenhague. Foram 16 votos favoráveis e 7 abstenções, segundo Revista Oeste. Pelo texto, a presença militar dos EUA na ilha cresce, mas a soberania dinamarquesa segue preservada, assim como o direito dos groenlandeses à autodeterminação.
O documento foi selado em Nova York, no dia 22 de setembro, com as assinaturas de Donald Trump, da primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e do premiê groenlandês, Jens-Frederik Nielsen. De acordo com InfoMoney, a aprovação chega após meses de pressão de Trump, que fez apelos repetidos para que a Groenlândia passe a fazer parte dos EUA.
Em termos concretos, o pacto cria espaço para novas instalações militares dos Estados Unidos num território autônomo que continua submetido ao controle da Dinamarca, segundo InfoMoney. A ilha, situada no Ártico, ganha peso no tabuleiro de segurança sem mudar de soberania, um equilíbrio que o texto procura preservar.
No dia anterior à votação, o petróleo caiu forte na segunda-feira, 2, com otimismo sobre negociações de paz entre EUA e Irã, conforme Revista Oeste. As conversas são mediadas pelo Catar, e o conflito entre os dois países começou em fevereiro deste ano.
O comércio exterior também entra na pauta brasileira. Segundo o titular da pasta, Márcio Elias Rosa, do MDIC, o governo espera receber dos EUA, até a semana que vem, a formulação de um acordo sobre tarifas aplicadas a exportações brasileiras. No dia 30 de setembro, ele e Mauro Vieira (Relações Exteriores) encontraram Jamieson Greer, do USTR, em Milwaukee, durante o encontro ministerial do G20 dedicado ao comércio. Segundo InfoMoney, os EUA ficaram de enviar um esboço de proposta em quatro semanas a partir desse encontro.
O que muda para o investidor
Nos fatos apurados não há número nem decisão de mercado ligada diretamente ao acordo. O efeito mais imediato tende a ser sobre o risco geopolítico: mais presença militar americana no Ártico e a queda do petróleo ligada às negociações com o Irã são fatores que costumam entrar na avaliação de energia, defesa e câmbio. Para quem acompanha juros e dólar, a agenda tarifária com os EUA é o ponto a observar nas próximas semanas, já que a proposta prometida pode mudar o cenário das exportações brasileiras.

