Alupar vence licitação no Chile e amplia presença em transmissão com projeto de US$ 85 milhões
Controlada chilena da Alupar (ALUP11) venceu o certame para duas subestações e uma linha de 66 kV na região de Maule, com energização prevista para 2031.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 2 MIN

A Alupar (ALUP11) anunciou mais um passo fora do Brasil. Em comunicado ao mercado divulgado na terça-feira (3), no fim do expediente, a companhia informou que sua controlada Alupar Inversiones Chile venceu a licitação de um projeto de transmissão no Chile, estimado em US$ 85 milhões, segundo Money Times.
O empreendimento prevê a construção de duas subestações, a Nueva S/E Pelarco e a Nueva S/E Trueno, além de uma nova linha de 2x66 kV ligando Trueno a Pelarco. De acordo com InfoMoney, a obra fica na região de Maule.
Segundo InfoMoney, com base em nota da Reuters de 4 de novembro, os valores são os mesmos: US$ 85,0 milhões de investimento e RAP de US$ 11,9 milhões. A sigla RAP se refere à receita anual permitida, que é a remuneração anual reconhecida para o ativo.
A disputa seguiu o Decreto Exento nº 354/2025, que trata do direito de construção de obras novas. Conforme o Money Times, resta ainda oficializar o resultado diante do órgão regulador local. Só depois dessa conclusão a vitória na disputa se converte em permissão efetiva para operar.
A concessão não tem prazo final, e a entrada em operação está programada para 2031, segundo InfoMoney. Na prática, o ativo ainda levará alguns anos até gerar receita, mesmo com a licitação já definida.
O negócio mostra a presença da companhia no mercado chileno de transmissão, em que as receitas seguem regras definidas pelo regulador e não dependem do volume de energia transportada.
Leitura para quem tem a ação
Quem segue a ALUP11 deve enxergar o caso como um ganho de médio e longo prazo, e não como algo que move o balanço agora. A concessão sem data definida e a remuneração fixada por regra regulatória tendem a trazer previsibilidade à receita, desde que o cronograma seja cumprido. Em contrapartida, a entrada em operação apenas em 2031 e a oficialização ainda pendente reduzem o impacto imediato. Vale acompanhar o andamento do processo perante o regulador chileno, o avanço das obras e os próximos balanços, que mostrarão o tamanho real do projeto dentro do conjunto da companhia. Esta matéria não recomenda compra ou venda de ações.


