Haley Stevens apoia republicano Mike Rogers no Senado de Michigan e racha o Partido Democrata
Ex-candidata democrata ao Senado rompeu com o partido a poucos dias da votação e enfrentou críticas de Chuck Schumer, segundo reportagem da Fox Business.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A deputada democrata Haley Stevens, que disputou a primária ao Senado por Michigan, anunciou apoio ao republicano Mike Rogers na eleição contra Abdul El-Sayed, o candidato do próprio partido. A decisão provocou reação imediata entre democratas, segundo reportagem do correspondente Chad Pergram, exibida pela Fox Business.
Segundo Pergram, parte do partido quer afastá-la do grupo democrata na Câmara (o caucus), mas Stevens se mostrou irredutível. Ela afirmou que se trata de uma decisão pessoal e privada, e disse ter acordado no domingo, decidido ir à igreja e anunciado que votará em Rogers para o Senado dos Estados Unidos.
O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, classificou o gesto como uma "traição desprezível". A deputada Pramila Jayapal, de Washington, o chamou de golpe político, de acordo com a reportagem.
Israel e a divisão interna
Segundo a cobertura, a controvérsia gira em torno do apoio a Israel. Em setembro, Stevens contou ter sido vaiada ao deixar o palco de uma convenção ao se descrever como democrata sionista. Ela disse não se ver como vítima nem herói, apenas como alguém que tenta servir às pessoas.
Pergram avaliou que o episódio expõe divisões do Partido Democrata em várias frentes: o apoio a Israel, a participação de atletas transgênero em esportes e o embate entre progressistas e moderados. Na avaliação do correspondente, esse racha poderia atrapalhar os democratas caso eles vençam na terça-feira.
O presidente da Câmara, Mike Johnson, disse que conversou com Stevens e a incentivou a se manter em segurança. Questionado se ela corre risco, respondeu que não sabe, mas que há pessoas perigosas na política.
Primária apertada e outros apoios a Rogers
No programa Fox & Friends, a apresentadora Ainsley Earhardt lembrou que Stevens perdeu a primária para El-Sayed por 47,5% a 48,5%. Segundo ela, a deputada teve o voto afro-americano em Detroit e pode influenciar parte do eleitorado judeu. A apresentadora afirmou ainda que o noivo de Stevens, descrito como democrata proeminente, também anunciou apoio a Rogers.
Os apresentadores citaram outros nomes que, segundo eles, votarão em Rogers: um ex-assessor de campanha de El-Sayed, integrantes da equipe de segurança do candidato, o xerife do condado de Saginaw e David Cramer, ex-responsável de finanças da campanha de Elissa Slotkin. Segundo o programa, Hillary Shelton se recusou a apoiar El-Sayed e deixou o voto em branco.
O comentarista Lawrence criticou El-Sayed por ter tido, em sua avaliação, uma postura arrogante com lideranças negras do partido e questionou se o candidato representa todo o estado ou apenas Dearborn. Para o apresentador Brian, a disputa é maior que Michigan e sinaliza um momento de tensão entre moderados e a ala mais à esquerda do partido.
O que observar
A reportagem não trata de economia, juros ou mercados. Para o investidor, o ponto de atenção é político: uma disputa fechada em Michigan pode pesar na composição do Senado, que influencia o ritmo da pauta fiscal e tributária em Washington. O desfecho será conhecido após a votação de terça-feira.






