Hannity vê 'arrependimento do eleitor' após midterms e cobra do Partido Republicano foco na economia
Apresentador da Fox diz que derrotas na eleição de meio de mandato são cíclicas e defende que corte de impostos e desregulamentação precisam chegar ao bolso do americano.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O apresentador Sean Hannity, da Fox News, afirmou em seu programa que o Partido Democrata, ao assumir o controle do Congresso após as eleições de meio de mandato, vai provocar um "arrependimento do eleitor" mais rápido do que o já visto na história do país. "Marquem minhas palavras", disse. A fala indica a linha de reação que parte do campo republicano deve adotar nos próximos meses.
Segundo Hannity, o resultado foi histórico e decepcionante para muitos, mas deve ser colocado em perspectiva. Ele recordou que Barack Obama chamou a derrota de seu primeiro mandato de "surra" e que, na avaliação do apresentador, o fenômeno atingiu "quase todos os presidentes modernos". O presidente Donald Trump, ressaltou, continua no cargo.
O argumento histórico
Para sustentar a tese de que o revés é cíclico e previsível, Hannity listou exemplos. Ronald Reagan venceu por ampla margem em 1980, perdeu feio as eleições de meio de mandato em 1982 e, em 1984, ganhou em 49 estados. Bill Clinton derrotou um presidente em exercício em 1992, viu os republicanos tomarem a Câmara pela primeira vez em 40 anos em 1994 e foi reeleito em 1996.
O apresentador citou ainda Obama, que venceu em 2008, enfrentou a reação do movimento Tea Party e a vitória republicana de 2010, e foi reeleito em 2012. A conclusão dele: aprender lições, fazer ajustes e evitar "pelotões de fuzilamento circulares", expressão que usou para criticar a troca de acusações dentro do partido.
A agenda democrata e o recado ao mercado
Hannity descreveu os novos democratas como os mais radicais da história recente e citou propostas como abolir o ICE (serviço de imigração e alfândega), ampliar o Medicare para todos e a postura do líder Hakeem Jeffries, que, segundo ele, não retira o impeachment da mesa. Na avaliação do apresentador, esse conjunto representa uma ameaça à república constitucional.
No campo econômico, que mais interessa ao investidor, ele disse ver "progresso incrível" e pediu que se observem os números do PIB e do Census Bureau. Como defensor da economia pelo lado da oferta, afirmou acreditar que cortes de impostos e desregulamentação "estão funcionando", embora os americanos ainda não sintam os efeitos no bolso.
A recomendação dele aos republicanos foi manter o rumo de impostos menores, governo limitado e mais liberdade, mas dar ao eleitor uma expectativa realista de quando os benefícios aparecerão. Hannity admitiu que a população reclamou em voz alta do que ainda não percebe e disse que o partido precisa ouvir.
Sobre política externa, o apresentador defendeu a guerra contra o Irã como a decisão correta para impedir que o país obtenha armas nucleares. Ele reconheceu, porém, que houve indecisão que impediu um desfecho rápido e duradouro e que os americanos pagaram preços de energia mais altos. Também afirmou que a segurança da fronteira já foi alcançada por Trump.
O tom do programa foi de mobilização. "Não vou recuar", disse Hannity, ao concluir que os republicanos devem se manter unidos enquanto os democratas, segundo ele, avançam uma agenda que o eleitor poderá rejeitar. As avaliações aqui reproduzidas são do apresentador e do canal, não da redação do The X-Trader News.


