Senado aprova PEC da Segurança em 1º turno enquanto eleição nos EUA reacende debate sobre o Brasil
Maioridade penal fica para nova PEC, e análise da Gazeta do Povo aponta que a vitória parcial dos democratas nos EUA pode complicar a vida política de Trump.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE GAZETA DO POVO · 2 MIN

O Senado aprovou em primeiro turno, na terça-feira (3), a PEC da Segurança Pública, com 73 votos a favor e nenhum contra. No mesmo debate, a Gazeta do Povo analisou como a eleição para o Congresso americano, que deu vitória parcial aos democratas, pode afetar a relação de Washington com a América Latina e com a direita brasileira.
Segundo a Gazeta do Povo, o resultado pode complicar a vida política interna de Donald Trump nos dois últimos anos de mandato. Para Daniel Vargas, da FGV, a dificuldade do presidente americano dentro de casa não é trivial, embora a América Latina seja a prioridade declarada da atual administração.
O debate também tratou do efeito sobre o cenário regional e sobre o futuro de Flávio Bolsonaro (PL), descrito como ex-candidato. Vargas afirmou que não está claro até que ponto Trump atuará em favor de Flávio.
O jurista Frederico Junkert avaliou que Trump foi cauteloso em relação ao Brasil e que a ida de Flávio aos Estados Unidos mobilizou o eleitorado conservador. Para ele, mesmo com a maioria democrata no Congresso, não há sinal de mudança na visão americana sobre a América Latina.
No plano doméstico, a votação estava prevista para antes do segundo turno, após a aprovação de um calendário especial, mas a matéria foi retirada de pauta sem consenso sobre a maioridade penal. A redução da idade penal ficou fora do texto original e deverá tramitar em uma nova PEC. Vargas lembrou que a segurança é tema historicamente defendido pela direita e disse que o PT deixou a maioridade penal de lado, o que chamou de “saída honrosa”.
Junkert fez ressalvas ao texto. Criticou a atribuição de competências ao governo federal, disse que a medida foi aprovada sem discussão mais ampla e observou que ela cria um “sistema único de segurança”. Ele defende um novo pacto federativo para organizar o tema.
O que muda para o investidor
As informações apuradas não trazem estimativa de custo fiscal da PEC nem projeção de efeito sobre ativos, e este texto não aponta direção para preços. O ponto de atenção para quem acompanha bolsa, juros e dólar é a incerteza. Um Congresso americano com maioria democrata pode limitar a agenda de Trump, mas a leitura de Junkert sugere que a visão de Washington sobre a região pode não mudar de imediato. No Brasil, a discussão sobre competências e financiamento da segurança, somada à questão da maioridade penal, ainda depende de texto e de custo definidos para que o mercado avalie seu impacto sobre as contas públicas.



