Ibovespa soma sexta queda seguida com dólar a R$ 5,48 e dúvidas sobre o próximo governo
Pelos dados do Times Brasil, a bolsa perdeu 1,42% nesta terça (3), fechando em 165.528,92 pontos, enquanto o dólar avançou 0,79%.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE TIMES BRASIL · 2 MIN

Segundo Times Brasil, a bolsa paulista encerrou a terça-feira (3) em baixa de 1,42%, cotada em 165.528,92 pontos, e somou sua sexta sessão seguida no vermelho. Foi a estreia de novembro no pregão, logo depois do feriado de Finados, e a sequência de perdas segue pressionando o indicador mais observado do mercado nacional.
Enquanto a bolsa recuava, o dólar subiu 0,79% e foi cotado a R$ 5,4872, de acordo com a mesma fonte. A moeda americana avançou em direção ao patamar de R$ 5,48, enquanto as ações perdiam espaço, um movimento que chama a atenção de quem acompanha a relação entre câmbio e bolsa.
Durante a sessão, a cotação variou de um piso de 164.446,53 até um teto de 168.005,46 pontos, com giro financeiro de R$ 32,4 bilhões. Os números mostram um dia de negociação intensa, com o índice oscilando em faixa ampla antes de encerrar no território negativo.
Segundo o mesmo veículo, o cenário é influenciado por dúvidas quanto às diretrizes econômicas da próxima gestão de Lula (PT). Quando o mercado não sabe qual rumo as regras econômicas vão tomar, tende a exigir prêmio maior para ativos de risco, e essa cautela costuma aparecer primeiro nas ações e no câmbio.
Também circulam boatos de que a Selic, taxa básica de juros usada como referência para o crédito e para a renda fixa, poderia ter seu manejo modificado. Como a Selic influencia tanto o custo de capital das empresas quanto a atratividade dos investimentos de renda fixa, qualquer sinal de alteração na sua condução ganha peso imediato nos preços.
O que muda para o investidor
No curto prazo, o cenário sugere maior volatilidade, com o Ibovespa e o dólar respondendo a sinais sobre a política econômica e os juros. Para quem investe em bolsa, a combinação de um índice em sequência de quedas com uma moeda americana mais forte reforça a importância de acompanhar com atenção as definições do próximo governo e qualquer comunicação sobre a Selic, já que são esses os fatores citados como fontes de incerteza.


