Ibovespa recua pela sexta sessão seguida e vai ao menor fechamento desde janeiro
Na bolsa, o índice cedeu para 165.528,92 pontos em meio a dúvidas fiscais, discussões sobre a Selic e o avanço das taxas futuras e da moeda americana.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 3 MIN

No primeiro pregão de novembro, realizado na terça-feira (3), o Ibovespa emendou a sexta queda consecutiva e terminou em 165.528,92 pontos, com recuo de 1,42%. A InfoMoney aponta que esse foi o nível de encerramento mais baixo desde 19 de janeiro. Já o Times Brasil lembra da série de perdas, que segue pressionando o índice em um quadro de dúvidas sobre as contas do governo e sobre os juros.
Ao longo do dia, o índice bateu em 164.446,53 pontos no piso e em 168.005,46 pontos no topo. Foram R$ 32,4 bilhões negociados no período, e o Times Brasil destaca que esse foi o primeiro dia de operações após o feriado de Finados. Já o contrato de dezembro do mini-índice, identificado como WINZ26, recuou 1,44% e foi negociado a 168.035 pontos na última rodada, conforme a InfoMoney.
Entre as empresas, o peso maior veio de Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e do setor bancário. Do lado oposto, a WEG (WEGE3), a Embraer (EMBJ3) e o Santander (SANB11) amorteceram o tombo, de acordo com a mesma matéria.
De acordo com a InfoMoney, o mercado aponta como motivos as preocupações com o equilíbrio fiscal, a discussão sobre o ritmo rápido de corte da Selic, a falta de definição da equipe econômica e a subida das taxas futuras de juros somada à valorização da moeda americana. O Times Brasil soma a esse quadro a dúvida sobre o rumo que o futuro governo Lula (PT) dará à economia, além de boatos sobre como será conduzida a Selic. Nesse cenário, a sugestão de Lara Resende para os juros é alvo de críticas, segundo a InfoMoney, e também entra na pauta do Times Brasil.
Na moeda, o dólar à vista ganhou 0,79% e foi negociado a R$ 5,4872, o maior valor registrado após 30 de dezembro de 2025, segundo o Money Times. Na mesma pesquisa, o Boletim Focus passou a projetar o IPCA de 2026 em 5,22%, ante 5,19% antes, e o de 2027 em 4,76%, saindo de 4,34%. Já em Nova York, Wall Street não teve um rumo claro: investidores acompanham as eleições legislativas de meio de mandato americanas e a queda do petróleo, informa a InfoMoney.
O que muda para o investidor
O quadro combina duas pressões que costumam se reforçar: incerteza sobre as contas públicas e juros futuros em alta. Quando a inflação esperada sobe, como mostra a revisão do Focus para 2026 e 2027, o mercado tende a questionar o ritmo de queda da Selic, e isso pode pesar sobre ações, sobretudo as mais sensíveis ao custo do crédito. Já o dólar na máxima desde dezembro acrescenta mais um fator de volatilidade. Quem opera o mini-índice deve esperar movimentos amplos ligados a números fiscais, às próximas decisões de juros e a sinais vindos do futuro governo sobre a condução da economia, sem que isso aponte para onde os preços vão.



