Balanços de Itaú e BB Seguridade e fusão da Yduqs com a Afya agitam a agenda da semana
Quarta traz resultados de Itaú, Marcopolo, BB Seguridade e RD Saúde, enquanto a Aeris pede recuperação extrajudicial e a Yduqs avança em fusão com a Afya.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 3 MIN

A agenda corporativa da Bolsa brasileira ganha peso nesta quarta-feira (4/11), com dois nomes do setor financeiro no centro das atenções. Segundo o InfoMoney, Itaú (ITUB4) e BB Seguridade (BBSE3) divulgam resultados no dia, ao lado de Marcopolo (POMO4) e RD Saúde (RADL3). Outra matéria da mesma editoria, porém, diz que Itaú e BB Seguridade divulgam na terça (3), e a divergência ainda precisa ser checada no calendário oficial das companhias.
Vibra (VBBR4), C&A (CEAB3), Axia Energia (AXIA3), Minerva (BEEF3), Riachuelo (RIAA3) e PRIO (PRIO3) também divulgaram seus resultados nesta data, de acordo com o InfoMoney. O Bradesco (BBDC4), por sua vez, já havia publicado balanço no fim de outubro, o que dá ao investidor um dado de comparação para a leitura do setor bancário.
Do lado operacional, a Aeris (AERI3) pediu recuperação extrajudicial, ferramenta pela qual a empresa tenta acordos com credores fora dos tribunais. Quanto à Alupar (ALUP11), ela levou um projeto no Chile com valor estimado de US$ 85 milhões. A Yduqs (YDUQ3), por sua vez, avança em fusão com a Afya e convocou assembleia para o dia 25, sem que a apuração informe o mês.
Segundo o InfoMoney, o calendário da semana de 2 a 6 de novembro traz números do terceiro trimestre de companhias de tecnologia, aluguel de veículos, papel e celulose, água e esgoto, geração de energia, além de varejo e bancos. Nas instituições financeiras, os investidores observam sobretudo a margem financeira, a inadimplência e a rentabilidade.
A pauta de mercado desta quarta, de acordo com o Seu Dinheiro, inclui eleições nos Estados Unidos, o Copom e o balanço do Itaú, sem que o texto detalhe a reunião do Copom. O mesmo material resgata o termo pato manco, que surgiu na Inglaterra do século 18 para designar investidores falidos que deixavam o mercado. Já nos EUA, o rótulo passou a ser aplicado a quem continua no posto sem a força de antes: chefes do Executivo nacional, governadores e legisladores nos últimos meses de mandato.
O que muda para o investidor
Para quem investe, o efeito mais direto está na leitura que o mercado fará dos números bancários. O resultado do Itaú, somado ao da BB Seguridade, tende a servir de referência para o setor, sobretudo nos indicadores de margem financeira, inadimplência e rentabilidade que já estão no radar. No lado das reestruturações, o pedido da Aeris e a fusão da Yduqs com a Afya lembram que o risco de crédito e a governança seguem pesando na escolha de papéis. Este texto não indica compra ou venda de nenhuma ação, nem projeta cotações. Vale comparar cada número com as premissas de juros e de responsabilidade fiscal que orientam a carteira.


