Itaú soma R$ 12,6 bilhões em lucro recorrente no 3T26 enquanto a semana de balanços ganha força
Segundo o Money Times, o banco exibe ROE de 23,6%, mas a inadimplência começa a dar sinais iniciais de aperto, em dia com BB Seguridade e WEG também em evidência.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 3 MIN

No terceiro trimestre de 2026, o Itaú (ITUB4) somou R$ 12,6 bilhões de lucro recorrente, resultado que deixou o banco no centro das atenções em um dia de balanços e de notícias vindas do exterior, conforme o Money Times. Para o investidor, importa menos o montante e mais a qualidade desse lucro.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, o lucro cresceu 6,7%, e frente ao trimestre anterior a expansão foi de 2,5%, segundo o Money Times. O ROE, o retorno sobre o patrimônio, atingiu 23,6%, indicador que mostra quanto o banco produz de lucro para cada real de capital próprio.
O principal alerta está no crédito. De acordo com o Money Times, a inadimplência começa a dar sinais iniciais de aperto, tema que investidores costumam observar com atenção nos balanços bancários. O Bradesco (BBDC4), que apresentou seus números no fim de outubro segundo o InfoMoney, funciona como parâmetro de comparação para o setor.
No segmento de seguros, o foco recai sobre a BB Seguridade (BBSE3), mencionada pelo InfoMoney entre os destaques da agenda. Porém, as fontes não concordam quanto à data: a agenda do InfoMoney aponta terça-feira, 3/11, ao passo que o Money Times e o radar do próprio InfoMoney situam os balanços de Itaú e BB Seguridade na quarta-feira, 4/11. Antes de qualquer decisão, o leitor precisa conferir o calendário oficial de divulgação.
Ainda na mesma data, o Money Times relata que a WEG (WEGE3) adquiriu um terreno na Índia. Já o InfoMoney traz, para 4/11, a divulgação dos resultados de Marcopolo (POMO4), RD Saúde (RADL3) e C&A (CEAB3), além de Axia Energia (AXIA3), Vibra (VBBR4), PRIO (PRIO3), Minerva (BEEF3) e Riachuelo (RIAA3). Fora da agenda de balanços, a Alupar (ALUP11) venceu um projeto no Chile com investimento estimado de US$ 85 milhões, enquanto a Aeris (AERI3) protocolou pedido de recuperação extrajudicial.
No campo das fusões, a Yduqs (YDUQ3) avança em acordo com a Afya e convocou assembleia para o dia 25, sem que a fonte informe o mês. Segundo o InfoMoney, a semana de 2 a 6 de novembro concentra divulgações de tecnologia, locação de veículos, papel e celulose, saneamento, energia, varejo e bancos.
O que muda para o investidor
Com tantos resultados concentrados em poucos dias, a leitura tende a ficar fragmentada, e vale separar crescimento de qualidade. No caso do Itaú, o avanço do lucro e a rentabilidade de 23,6% são pontos positivos, mas a inadimplência já começa a dar sinais iniciais de aperto, algo que pede atenção nos próximos trimestres, porque é justamente no crédito que a rentabilidade costuma ser testada. Para as demais companhias, o efeito dependerá do conteúdo dos balanços e das explicações das equipes, informações que esta reportagem não traz. Este texto não contém recomendação de compra ou venda nem projeções de preços.
Análise X-Trader: o que muda para quem opera
O lucro de R$ 12,6 bilhões e o ROE de 23,6% confirmam o Itaú como referência de rentabilidade no setor, mas o mercado olha mais para o sinal de inadimplência do que para o tamanho do lucro. Para quem opera ITUB4 ou o mini índice, em que os bancos pesam bastante, a reação no pregão seguinte ao balanço costuma ser maior que a do próprio dia. Vale esperar a teleconferência e um pregão completo antes de tirar conclusão sobre a tendência do papel.



