Itaú (ITUB4) leva balanço do 3T26 à semana do Copom e do Focus após rivais decepcionarem
Balanço sai na terça, 3/11, após o fechamento, com consenso de lucro de R$ 12,7 bi e ROAE de 23,8%, segundo Seu Dinheiro.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE SEU DINHEIRO · 3 MIN

Depois de rivais que decepcionaram no 3T26, o mercado volta os olhos para o Itaú (ITUB4). Segundo Seu Dinheiro, o banco divulga o balanço do terceiro trimestre na terça-feira, 3 de novembro, após o fechamento do pregão, e a expectativa é que mostre por que joga em outra liga.
O consenso da Bloomberg aponta lucro líquido de R$ 12,714 bilhões, alta de 7% na comparação anual. O ROAE, medida de rentabilidade sobre o patrimônio, deve chegar a 23,8%, 0,5 ponto percentual acima do mesmo período de 2025. Já a LSEG projeta lucro de R$ 12,6 bilhões e receita de R$ 48,3 bilhões para o trimestre.
Seu Dinheiro lembra que o Itaú é citado como o maior banco privado da América Latina. No conjunto dos grandes bancos, o quadro combina crédito em crescimento com inadimplência em alta, e é nesse pano de fundo que o balanço será lido. Analistas ouvidos pelo InfoMoney apontam o Itaú como o favorito de boa parte das casas entre os grandes bancos.
A semana também é de agenda pesada para o pregão. A B3 não funcionou na segunda-feira, 2/11, por causa do feriado de Finados, e volta a operar na terça. No mesmo dia saem o Boletim Focus, o primeiro desde a reeleição de Lula, e começa a reunião do Copom, de dois dias. Segundo InfoMoney, a expectativa é de forte piora nas projeções de indicadores no Focus.
Nas opções de Copom negociadas na B3, com fechamento em 29/10, a manutenção da Selic aparece com cerca de 70% e um corte de 0,25 ponto percentual com cerca de 30%. A manutenção era minoritária antes da eleição, e os contratos de juros já embutem apostas residuais de alta. Ou seja, o investidor chega ao balanço com a curva de juros e as projeções fiscais ainda em disputa.
Juros e crédito são as duas variáveis que mais pesam sobre os bancos, e por isso o balanço do Itaú tende a ser lido em conjunto com o Focus e com a decisão do Copom. A pergunta que fica é se o banco consegue sustentar a rentabilidade enquanto a inadimplência sobe.
O que muda para o investidor
Se o lucro e o ROAE vierem próximos do consenso, o resultado reforça a leitura de que o Itaú segue como referência de qualidade no setor, e a reação do papel tende a depender do tom do balanço sobre crédito e inadimplência. Um lucro abaixo das estimativas, sobretudo com provisões maiores, colocaria em foco a resiliência do banco em um ciclo de juros ainda incerto. Em qualquer cenário, o Focus e o Copom vão alterar o pano de fundo das ações de bancos ao longo da semana, e vale acompanhar os números antes de tirar conclusões.






