Manuais estrangeiros de finanças ignoram a realidade empresarial brasileira
Ensino de finanças no país prioriza o mercado americano e se afasta do cenário de pequenas empresas e comerciantes locais.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE ESTADÃO · 1 MIN

O ensino superior de finanças no Brasil ainda caminha na contramão da realidade corporativa nacional. De acordo com o Estadão, os manuais de finanças usados no Brasil são traduzidos do inglês e mantêm foco em modelos estrangeiros.
Na prática acadêmica, esses manuais abordam IPOs, fusões, avaliação de multinacionais e governança de Nova York. Trata-se de um ecossistema distante do ambiente enfrentado pela esmagadora maioria das empresas locais.
O choque com o mercado real costuma acontecer logo na primeira experiência profissional dos estudantes. Conforme apurou o Estadão, estudantes encontram realidade de pequenas empresas, comerciantes negociando prazos e gestão de fluxo de caixa em estágios.
Essa distorção entre teoria importada e prática diária prejudica a formação de gestores e analistas preparados para o perfil predominante da economia nacional. O excesso de foco em corporações globais deixa lacunas na compreensão de negócios enxutos e nas negociações cotidianas de crédito e prazos.
O que muda para o investidor
Para quem aloca capital e opera na bolsa, a desconexão na formação acadêmica afeta a qualidade das análises fundamentalistas voltadas para empresas de menor porte. A leitura equivocada de balanços e da gestão de caixa local pode gerar distorções na precificação de ativos e na avaliação de riscos corporativos no mercado doméstico.


