Juros em 13,75%: mercado já vê pausa nos cortes da Selic
Segundo o Money Times, a expectativa é que o Copom interrompa a sequência de cortes iniciada em março e mantenha a taxa em 13,75% ao ano.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 3 MIN

A maior parte dos analistas espera que o Banco Central mantenha a taxa básica de juros em 13,75% ao ano na próxima reunião do Copom, colegiado responsável pelas decisões sobre juros. Segundo o Money Times, um eventual congelamento encerraria a sequência de reduções que começou em março.
O movimento de quedas foi o principal fio condutor da política monetária desde março. Uma parada na taxa básica sinalizaria que a redução dos juros chegou, ao menos por ora, a um ponto de pausa, algo que pesa sobre o custo do crédito, o retorno da renda fixa e o apetite por ações.
Lá fora, o tema eleitoral também ganhou destaque. Segundo o Money Times, a legenda democrata garantiu a maioria nas duas casas do Congresso americano, Câmara e Senado, na votação de meio de mandato apurada na terça-feira (3). Mesmo em lugares considerados improváveis, como Iowa, Texas e Carolina do Sul, o partido saiu vitorioso.
Nas bolsas, as asiáticas fecharam sem direção única na quarta-feira (4). O petróleo subiu na mesma sessão, em um dia volátil, enquanto o mercado segue atento aos movimentos que a Casa Branca fará diante do conflito com o Irã.
No balanço, a RD Saúde (RADL3) registrou, no 3T2026, R$ 439,1 milhões de ganho líquido ajustado, alta de 9,2% na comparação anual. Segundo o Money Times, o resultado foi impulsionado por vendas e por menor despesa financeira, mas as margens seguem pressionadas.
A Latam também soltou seu balanço do terceiro trimestre. Seu lucro líquido somou US$ 441 milhões, um salto de 16,3% frente aos US$ 379 milhões registrados no 3T2025. Já a receita operacional alcançou US$ 4,567 bilhões, avançando 18,4%. Por outro lado, o Ebitda ajustado recuou 4,7%, para US$ 1,095 bilhão, e a margem perdeu 5,8 pontos percentuais, encerrando setembro em 24,0%, de acordo com o Money Times.
Já a Fitch mexeu no quadro da Petrobras (PETR4): confirmou as notas de longo prazo, em moeda estrangeira e local, no nível BB com tendência estável, e manteve a nota nacional em AAA(bra). A agência também elevou a avaliação intrínseca da estatal de bbb para bbb+, levando em conta a qualidade da administração, a condução do controle corporativo, a geração de caixa e o nível reduzido de dívida. Segundo a Fitch, os ratings seguem ligados ao soberano brasileiro, já que o governo detém 50,3% dos votos da companhia.
Impacto prático para quem aplica
Se a Selic ficar em 13,75%, o custo do dinheiro tende a permanecer elevado por mais tempo, o que exige atenção de quem tem exposição a empresas endividadas e compara a renda variável com a renda fixa. O caso da RD Saúde, que se beneficiou de menor despesa financeira, mostra como o custo do dinheiro aparece no resultado das companhias. Para quem acompanha Nasdaq, dólar e juros, o cenário externo, com a eleição americana e a tensão no petróleo, adiciona variáveis à decisão do Copom. Este conteúdo é informativo: não sugere comprar nem vender ativos e não faz projeções de cotação. O rumo do mercado vai depender do que o Copom comunicar e dos indicadores divulgados daqui em diante.
Análise X-Trader: o que muda para quem opera
A perspectiva de manutenção da Selic em 13,75% ao ano exige cautela redobrada na leitura do cenário macroeconômico e no gerenciamento de risco das posições. Para quem opera derivativos e ativos de risco, a persistência de um custo elevado para o dinheiro impacta diretamente o apetite institucional e a volatilidade nos mercados. É fundamental aguardar a confirmação dos movimentos no gráfico antes de tomar qualquer decisão operacional, monitorando de perto os desdobramentos informados pelo Banco Central e o comportamento das taxas.


