Procurador-geral dos EUA diz que governo não vai parar batalha sobre suposta manipulação de votos no Alasca
Todd Blanche afirma que o Departamento de Justiça vai recorrer da decisão que barrou a ação e quer preservar as cédulas da disputa pelo Senado, segundo a Fox Business
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche, afirmou que o governo federal não vai interromper a ofensiva sobre a suposta manipulação de votos na eleição para o Senado no Alasca, mesmo depois de um juiz federal ter arquivado a ação. A declaração foi dada ao programa "The Story", exibido pela Fox Business.
Segundo Blanche, a decisão do juiz se baseou unicamente em questões processuais. Ele disse que a magistrada não discordou da tese central da ação, a de que haveria fraude contra os eleitores do Alasca. O Departamento de Justiça (DOJ) vai apelar e, conforme o procurador-geral, avaliará os próximos passos após o dia da eleição.
A disputa e as acusações
A corrida opõe o senador republicano Dan Sullivan à democrata Mary Peltola. De acordo com a apresentadora Martha MacCallum, há ainda outro candidato, Daniel J. Sullivan, que quase não fez campanha e está no centro da controvérsia. Ele aparece na cédula logo depois do chamado "candidato isca", nas palavras da apresentadora. Os últimos locais de votação fecham à 1h da manhã, no horário do leste dos EUA.
A apresentadora citou reportagem do "New York Times" segundo a qual democratas teriam recrutado esse segundo Sullivan, à direita, para confundir eleitores. Peltola nega qualquer envolvimento. A mesma reportagem, segundo a apresentadora, menciona cartas de alvo enviadas pelo DOJ, suspeitas de fraude com doadores e conspiração, além de 120 intimações no total.
Blanche se recusou a confirmar as cartas, alegando que se trata de investigação em andamento e que isso não seria justo com o processo nem com os envolvidos. Disse apenas que a situação é "extraordinariamente difícil e triste" e afirmou que o presidente Donald Trump fala do tema há meses, sem que a imprensa nacional se interessasse até a publicação do jornal, cerca de uma semana antes.
O que o governo pede
Segundo o procurador-geral, a ação não pretende que o governo federal assuma o sistema eleitoral do Alasca. O objetivo é preservar as cédulas para que autoridades estaduais possam, se necessário, avaliar se houve confusão que tenha produzido um resultado injusto. Ele sustentou que isso é legal pela lei estadual, que não admite fraude para influenciar uma eleição.
O Alasca tem cerca de 14 dias para certificar o resultado, segundo a apresentadora. Blanche disse que, por causa do voto por ordem de preferência (ranked choice), há cenários em que o atual senador poderia perder sem que, de fato, tivesse perdido, caso se comprove que eleitores foram induzidos a erro. Ele admitiu que ainda não se sabe o que os eleitores farão nem qual será o resultado.
Monitores em 50 estados
Blanche afirmou que o DOJ não retira direitos dos estados de confirmar seus senadores ou de conduzir eleições, e que age com base na Constituição e em leis federais. Disse ainda que há mil monitores em 50 estados, contra cerca de 27 estados na eleição anterior, segundo a apresentadora.
Questionado sobre um vídeo de Bruce Springsteen que pede a autoridades eleitorais que não aceitem diretivas contra o direito a eleições livres, o procurador-geral respondeu que não sabia do que o cantor falava e que o trabalho do órgão apenas garante o cumprimento da lei federal.
Efeitos para o mercado
A transcrição não traz números nem projeções econômicas. Para o investidor, o episódio é mais um elemento de incerteza política, já que uma eventual contestação do resultado no Alasca pode prolongar a indefinição sobre a composição do Senado americano. Os efeitos sobre bolsas, juros e dólar dependerão de desdobramentos que ainda não são conhecidos.


