safra revisa bancos na bolsa e corta preço-alvo do bb
banco do brasil, bradesco e itú sofrem rebaixamentos em relatório do safra focado em 2027.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE SEU DINHEIRO · 2 MIN

O setor bancário brasileiro entrou no radar de cautela do mercado financeiro diante de projeções macroeconômicas desafiadoras para os próximos anos. Segundo levantamento publicado pelo Seu Dinheiro, o Banco Safra revisou suas recomendações para as principais instituições financeiras do país por causa da expectativa de piora econômica em 2027.
A análise, assinada por Daniel Vaz e Rafael Nobre, aponta que o cenário futuro deverá ser marcado por crédito mais fraco, maior custo de risco e pressão sobre ativos, conforme informou o Seu Dinheiro. Nesse ambiente de restrição, os analistas ajustaram as perspectivas para gigantes do setor negociadas na bolsa.
Entre as mudanças mais drásticas destacadas pelo veículo, o Banco do Brasil (BBAS3) teve sua recomendação rebaixada de neutra para venda. Além disso, o preço-alvo do papel foi cortado de R$ 26 para R$ 19 pelo Safra, segundo o Seu Dinheiro.
O movimento de revisão também atingiu outras instituições de peso na bolsa brasileira. De acordo com o Seu Dinheiro, o Bradesco (BBDC4) viu sua recomendação ser reduzida de compra para neutra, enquanto seu preço-alvo passou de R$ 22 para R$ 17.
O Itaú (ITUB4) foi outro nome de peso que sofreu rebaixamento de recomendação na mesma revisão conduzida pelo Safra. Diante da abrangência do corte no setor, apenas uma ação escapou da degola na avaliação dos analistas, segundo os dados divulgados pelo veículo.
O que muda para o investidor
A reavaliação profunda do setor bancário por grandes instituições financeiras evidencia como o planejamento de médio prazo e a incerteza fiscal e econômica impactam diretamente a precificação de ativos na bolsa. Para quem opera e investe com foco em fundamentos e gestão de risco, a deterioração das condições de crédito e o aumento do custo de risco exigem monitoramento rigoroso das carteiras, refletindo a volatilidade natural do mercado de capitais brasileiro frente a cenários macroeconômicos adversos.



