Tommy Tuberville é projetado vencedor no Alabama, e republicanos debatem derrota em Michigan
Fox News projeta o senador republicano como próximo governador, mas a noite expõe discussão sobre inflação, juros e custo de vida para o partido.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A Fox News projetou que o republicano Tommy Tuberville venceu a eleição para governador do Alabama e derrotou o ex-senador democrata Doug Jones. Segundo a emissora, os eleitores do estado escolheram um senador como próximo governador.
Na mesma noite, a Fox News também projetou a vitória da democrata Jocelyn Benson em Michigan, atual secretária de Estado, sobre o republicano John James. Os dois resultados foram anunciados na cobertura 'Fox News Democracy 26', conduzida pelo âncora Trace Gallagher.
O resultado de Michigan dominou a conversa entre os comentaristas. Na avaliação de um deles, a eleição foi marcada pela participação: havia uma base democrata motivada, enquanto parte dos eleitores republicanos não compareceu às urnas. Ele atribuiu o quadro a um ambiente de negatividade geral e citou como possível fator o papel da mídia.
Custo de vida no centro do debate
Os painelistas, vinculados ao campo republicano, apontaram a acessibilidade econômica como o tema que pesou na votação. Um deles lembrou que o presidente Donald Trump fez campanha prometendo encerrar guerras e reduzir o custo de vida, e afirmou que hoje o país enfrenta uma guerra impopular, com custos em alta que atingem a agricultura, o interior e a população latina.
Outro participante disse que os eleitores querem resultados imediatos e votam conforme o que sentiram nos últimos 30 dias. Segundo ele, democratas na Califórnia culparam o preço alto da gasolina pela guerra com o Irã.
Para outra comentarista, o país vive uma era 'esquizofrênica': os eleitores desejam mudanças profundas e de longo prazo, mas não têm paciência para esperá-las. Ela disse que isso vale sobretudo para a economia e citou as taxas de juros como a questão central da acessibilidade. Na avaliação dela, não há solução de curto prazo para reduzir os preços, e o resultado é um movimento de pêndulo até que as questões econômicas sejam enfrentadas, o que, segundo ela, será doloroso.
Cobranças ao Congresso e disputa interna
Os convidados também debateram a lei SAVE e perguntaram por que uma pauta que, segundo eles, conta com apoio da maioria dos americanos ainda não saiu do papel. Um deles afirmou que, enquanto isso não ocorrer, não se pode esperar que os eleitores republicanos compareçam às urnas. Outro disse que o Congresso fez promessas sobre acessibilidade e que o eleitor quer ver resultados.
Houve ainda divergência sobre responsabilidades. Um participante discordou da ideia de que o presidente não deveria ter feito campanha para os candidatos, lembrando que Trump venceu duas vezes em estados decisivos como Michigan. Outro rejeitou a tese de que uma integrante da equipe da Casa Branca seria culpada pelas derrotas da noite.
Para o investidor, o recado da transmissão é indireto: segundo os próprios comentaristas, juros e preços de combustíveis seguem como a principal pressão sobre o eleitor, e a avaliação deles é que não há alívio rápido à vista. A emissora não apresentou números oficiais de apuração nos trechos disponíveis.


