Trump diz não ter plano imediato de atacar o Irã, mas promete "terminar o trabalho" se Teerã não se comportar
Presidente condiciona eventual acordo a Irã sem arma nuclear; para ex-integrante do governo, pressão econômica segue como principal instrumento de Washington
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O presidente Donald Trump afirmou não ter planos imediatos de atacar o Irã, mas advertiu que agirá se Teerã não mudar de postura. Em entrevista à Fox, ele disse que não queria antecipar seus próximos passos, mas que, "certamente", se o Irã não se comportar, avançará. A declaração foi dada em meio a especulações sobre uma possível escalada após as eleições legislativas de meio de mandato, segundo a Fox Business.
Questionado sobre a possibilidade de um acordo, Trump disse que um entendimento poderá ser assinado se for "vinculante e bom" e se garantir que o Irã jamais terá uma arma nuclear. Caso contrário, afirmou, ele "terminará o trabalho facilmente".
Teerã endurece o tom
O chefe de segurança do Irã criticou os Estados Unidos nas negociações, dizendo que a resposta americana não foi convincente e que Washington precisa agir. Segundo a apresentadora Cheryl, a autoridade iraniana afirmou que somente nesse caso o Estreito de Ormuz será reaberto. A via é rota central para o transporte de petróleo, e o tema voltou ao centro do debate.
Para Alex Gray, ex-chefe de gabinete do Conselho de Segurança Nacional no governo Trump, o regime iraniano sairá fortalecido do resultado das eleições. Na avaliação dele, os iranianos buscarão qualquer oportunidade de usar as negociações para atingir o objetivo central: ter uma arma nuclear e continuar dominando o Oriente Médio, na agenda que, segundo ele, mantêm há quase 50 anos. Gray disse não acreditar que algo mude na perspectiva de Teerã.
Pressão econômica e o fator China
Segundo Gray, o mais provável é que o presidente continue a usar o poder de coerção econômica aplicado contra o Irã nos últimos quatro ou cinco meses, o que, em sua avaliação, tem produzido o efeito desejado. Ele afirmou que as exportações de petróleo iranianas foram interrompidas, conforme o que se sabe, e que as sanções reduziram a capacidade do país de mover sua cadeia de suprimentos para a Ásia Central, em direção a Paquistão, Turquia e Azerbaijão.
O ex-integrante do governo disse ainda que há grande impacto sobre a moeda iraniana e sobre a capacidade do regime de pagar seus aliados. A apresentadora mencionou relatos, ainda não confirmados, de que petroleiros "sombra" deixaram o estreito e chegaram à China.
Sobre Pequim, Gray avaliou que Trump conseguiu que o presidente Xi Jinping concordasse com uma visão semelhante sobre a relação bilateral, que ele descreveu como estável por ora. Isso, segundo ele, ajuda a manter a China basicamente onde esteve nos últimos meses. Ele afirmou que a questão não depende do Congresso nem do calendário eleitoral, e sim de uma realidade estratégica mais ampla.
Para o investidor, o episódio mantém no radar o risco geopolítico ligado ao Estreito de Ormuz e ao petróleo, variável com potencial efeito sobre preços de energia, inflação e juros. A transcrição, porém, não traz dados de mercado. Ao final, Cheryl destacou o papel do secretário do Tesouro, Scott Bessent, nas negociações comerciais com a China, e Gray citou o poder econômico dos EUA como ferramenta que seguirá em exibição.


