Senival Moura solicita licença da Câmara de SP enquanto está detido sob suspeita de vínculo com o PCC
Senival Moura pediu afastamento da Câmara Municipal de São Paulo enquanto segue preso, e Manoel Del Rio assume como vereador em exercício.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 2 MIN

O vereador paulistano Senival Moura (PT) pediu afastamento da Câmara Municipal de São Paulo. Segundo a Revista Oeste, o pedido foi feito na tarde de terça-feira, 3, e acontece enquanto Moura está preso desde 28 de outubro, com suspeita de ligação com o PCC.
Conforme a mesma reportagem, Moura é alvo de uma operação sobre lavagem de dinheiro que tem como base companhias administradoras de rotas de ônibus municipais. A apuração, portanto, chega ao transporte público da capital, um setor que depende de contratos e de fiscalização permanentes.
Mesmo na cadeia, Moura seguia tecnicamente como vereador, ou seja, o mandato continuava formalmente em seu nome. Com o pedido de licença, a vaga passa a ser ocupada por outro parlamentar.
Quem assumiu foi Manoel Del Rio (PT), como vereador em exercício. Ainda segundo a reportagem, ele é advogado e presta serviços jurídicos à Frente de Luta pela Moradia, dado que consta no perfil do novo ocupante da cadeira.
Não há data definida para o fim da licença de Moura. A substituição, por isso, não tem prazo previsto, o que deixa em aberto por quanto tempo Del Rio ocupará a vaga.
O caso reúne três pontos sensíveis: a prisão de um parlamentar, a suspeita de vínculo com uma facção criminosa e o uso de empresas no transporte municipal. A forma como a Câmara e os órgãos de controle responderem a esse conjunto deve pesar na percepção de risco institucional da cidade.
O que muda para o investidor
O afastamento de um vereador, em si, não altera contas públicas, impostos ou regras de mercado, e a reportagem não traz desdobramentos sobre empresas de capital aberto ou contratos específicos. Por isso, o efeito direto sobre cotações tende a ser pequeno. O que vale acompanhar é se a operação avançar sobre as empresas de ônibus e sobre os contratos com a prefeitura, pois aí o tema passa a afetar o uso de recursos públicos e a previsibilidade de quem atua no setor. Para a nossa linha editorial, o episódio reforça a defesa de transparência total em concessões e licitações.


