Republicanos veem Democratas sem confiança na própria agenda a uma semana das eleições legislativas
Em programa da Fox, Victor Davis Hanson e Charlie Hurt dizem que episódio no Alasca expõe fragilidade democrata e apontam disputas que podem decidir o Senado
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O historiador Victor Davis Hanson, pesquisador sênior da Hoover Institution, afirmou no programa "Hannity", da Fox, que os Democratas "não têm confiança" na própria agenda e recorrem a manobras para tentar vencer eleições. A avaliação foi feita a uma semana do dia de votação nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, segundo o apresentador.
O comentário se refere à investigação federal sobre a candidata ao Senado pelo Alasca Mary Peltola, acusada de tentar recrutar "candidatos espoliadores" (spoiler candidates), segundo a descrição do programa. Hanson classificou o episódio como "amador" e disse que se esperaria algo assim em uma eleição estudantil de ensino médio, não em uma disputa ao Senado.
Na leitura de Hanson, o caso faz parte de um padrão mais amplo. Ele afirmou que o Partido Democrata teme defender posições como fronteiras abertas, corte de verbas para a polícia ou o Green New Deal, e citou a cifra de 51% para sustentar que parte dessas ideias não teria apoio majoritário. A transcrição não detalha a origem desse número.
A tese da "projeção"
Hanson sustentou ainda que os Democratas costumam "projetar" nos adversários aquilo que fazem. Segundo ele, o partido fala em integridade eleitoral enquanto adota práticas que critica, e comparou a situação ao uso do termo "lawfare" e às acusações de interferência estrangeira em 2016. Trata-se de opinião do analista, não de fato apurado.
Charlie Hurt, coapresentador do "Fox & Friends" de fim de semana, disse que a suspeita de envolvimento democrata existia havia meses. Ele afirmou que o que chocou foi a "explicitude" das mensagens de texto reveladas em reportagem do New York Times, que, em sua avaliação, mostram desespero do partido.
Para Hurt, o candidato democrata, rejeitado pelos eleitores do estado dois anos atrás, teria recorrido à ideia de lançar outro candidato com o mesmo nome do adversário, Dan Sullivan. Ele classificou a estratégia como sinal de desprezo pelos próprios eleitores. As alegações são de comentaristas e não foram confirmadas na transcrição.
Disputas que podem definir o Senado
Sobre o cenário geral, Hanson disse observar as corridas ao governo do Oregon e ao Senado em Minnesota, Michigan e Maine. Em sua avaliação, se esses páreos forem apertados, os Republicanos terão "uma noite muito boa", mesmo que não vençam todos.
O analista citou ainda a eleição em Israel como sinal de um suposto cansaço global com agendas de esquerda, tese que atribuiu a um movimento também visível na Europa. Hurt, por sua vez, afirmou acreditar que os Republicanos devem manter o controle do Senado e disse que a Câmara será bem mais difícil, por razões históricas, sem descartar nada.
Para o mercado, o recado é de cautela: a composição do Congresso influencia a agenda fiscal, tributária e regulatória, variáveis que costumam pesar sobre juros, dólar e bolsa. A transcrição, porém, não traz projeções econômicas, e as avaliações acima refletem a visão dos participantes do programa.


