Departamento de Justiça tenta manter sob sigilo mandado de busca na casa da deputada Ilhan Omar
Promotores alertam que a divulgação do documento pode prejudicar a investigação, e a escolha do juiz James Boasberg para o caso preocupa a acusação, segundo analista da Fox News.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos busca, segundo relatos, manter sob sigilo o mandado de busca usado na operação na casa da deputada Ilhan Omar, democrata de Minnesota. A informação foi apresentada pelo programa Hannity, da Fox News, que cita reportagem do Washington Post. A investigação envolve a deputada e seu histórico de imigração.
Segundo o Washington Post, conforme relatado no programa, o pedido de abertura do documento partiu de dezenas de veículos de imprensa. Os promotores argumentam que tornar o mandado público poderia, de fato, prejudicar a apuração.
Para o analista jurídico da Fox News Gregg Jarrett, a posição do governo segue a rotina. Ele afirmou que é prática padrão manter mandados e declarações juramentadas sob sigilo enquanto a investigação está em curso ou até que o mandado seja plenamente executado. O Departamento de Justiça diz que isso ainda não ocorreu.
O que se sabe sobre a operação
A busca aconteceu há cerca de duas semanas, e o alcance total do mandado não é conhecido. Jarrett lembrou que o FBI apreendeu o celular de Omar e que, na avaliação dele, provavelmente também levou outros dispositivos eletrônicos. Ele disse que acessar esse material exige muito tempo, além de revisar as várias caixas retiradas da residência.
O caso é mais complexo por envolver uma parlamentar. Segundo Jarrett, ela tem proteções constitucionais ligadas à liberdade de expressão e de debate legislativo. Por isso, na avaliação dele, os promotores provavelmente montaram uma equipe de filtragem para separar material privilegiado, que não deve ser visto pelos investigadores principais.
Jarrett afirmou que a divulgação prematura de informações de um mandado pode comprometer o processo e que, muitas vezes, o documento permanece lacrado muito depois da busca inicial, às vezes até a apresentação de denúncias. Ele ressaltou que ainda não se sabe se haverá acusações formais.
A preocupação com o juiz
O que mais inquieta os promotores, segundo Jarrett, é que o juiz James Boasberg assumiu o caso. O analista afirmou que Boasberg é acusado de usar o cargo de juiz-chefe para concentrar casos que envolvem Donald Trump e o Departamento de Justiça, o que levaria a resultados enviesados. Para Jarrett, a alternativa seria uma distribuição incomumente frequente de casos a ele.
Jarrett disse ainda que Boasberg foi repetidamente contrariado por instâncias superiores, incluindo a Suprema Corte, que reverteram ou anularam decisões dele em temas como deportação e desacato criminal. Na avaliação do analista, o histórico do juiz reflete uma agenda partidária contra Trump, e por isso parlamentares pediram seu impeachment. Esses são julgamentos de Jarrett e do apresentador Sean Hannity, não conclusões verificadas de forma independente.
Hannity classificou o quadro como ruim para o promotor. Jarrett disse que, para a acusação, existe o temor de que o juiz atrase a investigação ou esvazie eventuais acusações. A transcrição não traz informações sobre possíveis efeitos do caso sobre bolsa, juros, dólar ou contas públicas, e o episódio segue, por ora, no campo jurídico e político.


