Deputado republicano diz que Congresso terá pauta lotada após as eleições de meio de mandato
Blake Moore, de Utah, cita reforma de licenciamento, defesa, orçamento e possível pacote de reconciliação, em entrevista à Bloomberg Television.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE BLOOMBERG TELEVISION · 3 MIN
O deputado republicano Blake Moore, de Utah, afirmou à Bloomberg Television que o Congresso dos Estados Unidos voltará das eleições de meio de mandato com uma agenda "lotada", que inclui reforma de licenciamento, lei de autorização de defesa, financiamento do governo e um possível pacote de reconciliação. A entrevista foi concedida ao programa "Balance of Power", seis dias antes da votação.
Pressionado pela apresentadora Kailey Leinz sobre o custo de vida, Moore disse que os candidatos precisam ser "reais" com os eleitores. Ele reconheceu que os republicanos, que controlam a Casa Branca, a Câmara e o Senado, não esperavam os preços de gasolina atuais. Segundo o deputado, a guerra com o Irã agravou a situação, e o alívio esperado no verão, com os primeiros rascunhos de um memorando de entendimento, não veio.
Energia e licenciamento
Como resposta, Moore apontou um projeto de reforma de licenciamento que, segundo ele, tem caráter bipartidário e bicameral. O deputado disse que o Senado deveria analisá-lo assim que o Legislativo retomar os trabalhos, logo após as eleições, e que a proposta deve ter apoio na Câmara. Na avaliação dele, a medida sinaliza ao eleitor que os parlamentares buscam soluções concretas para o preço da energia.
Reconciliação e contas públicas
A sessão após as eleições, conhecida como "lame duck", terá ainda a lei de autorização de defesa (NDAA) e todo o processo de dotações orçamentárias, cujo prazo, segundo Moore, termina por volta de 11 de dezembro. Ele disse que, se houver espaço para um projeto de reconciliação, o Congresso deve aproveitar, embora reconheça a dificuldade de reunir todos em torno de uma única proposta.
Moore afirmou que o texto elaborado anteriormente deverá sofrer mudanças. Entre as possibilidades, citou um projeto seu que combate fraudes e que, segundo ele, economizaria centenas de bilhões de dólares ao longo de dez anos. Para investidores que acompanham o risco fiscal americano, o tamanho e o conteúdo de um eventual pacote são pontos a observar.
Sobre o déficit, o deputado destacou que houve redução significativa em 2025, com contenção de gastos e crescimento de receitas. Parte relevante dessa queda, disse, veio da arrecadação com tarifas. Após a decisão da Suprema Corte, ele admitiu que parte dessa redução será perdida, mas afirmou que o resultado mostrou ser possível reduzir o déficit de forma substantiva.
Moore defendeu ainda a criação de uma comissão fiscal, que, a seu ver, serviria de catalisador para reformas na Previdência (Social Security) e ampliaria a vida útil do programa. A proposta passou pela Comissão de Orçamento na legislatura anterior, mas não avançou como ele gostaria. A apresentadora lembrou o prazo de seis anos para o chamado "precipício" da Previdência.
Liderança em jogo
Moore confirmou que pretende continuar como vice-presidente da conferência republicana. Disse esperar que o presidente da Câmara, Mike Johnson, siga como parte relevante da liderança caso o partido perca a maioria, mas admitiu que ninguém sabe o que acontecerá depois de terça-feira. Para ele, a esperança é reconduzir Johnson ao cargo na próxima legislatura.


