Escândalo do 'Dan Sullivan clone' no Alasca abala disputa pelo Senado dias antes das eleições de meio de mandato
Segundo Fox Business, reportagem do New York Times liga a campanha democrata e o comitê do partido a um plano para confundir eleitores; governo e Justiça investigam
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A disputa pelo Senado no Alasca ganhou um novo capítulo a poucos dias das eleições de meio de mandato. Segundo reportagem do New York Times citada pela Fox Business, assessores da candidata democrata Mary Peltola e integrantes do comitê de campanha do partido para o Senado (DSCC) teriam atuado por cerca de um ano para recrutar um segundo candidato chamado Dan Sullivan, com o objetivo de confundir eleitores e tirar votos do senador republicano Dan Sullivan, que tenta a reeleição.
O jornal afirma, segundo a cobertura, que em 2025 um assessor da campanha recebeu a instrução de encontrar o maior número possível de pessoas com esse nome no estado. Um operador democrata, Jared Curts, teria contatado um dos homônimos, que, nas palavras atribuídas a ele, não gostava de Trump e gostava de Mary. A campanha de Peltola e o DSCC negam as acusações. Peltola classificou o caso como mais uma distração.
Investigações e dúvidas legais
De acordo com fontes ouvidas pela Fox News, o Departamento de Justiça conduz uma investigação criminal agressiva, com novas intimações esperadas nos próximos dias. O governador do Alasca anunciou que o Departamento de Segurança Pública do estado também vai apurar se alguma lei foi violada.
A analista jurídica da Fox, Shannon Bream, avaliou que recrutar candidatos com o mesmo nome pode não ser crime, já que ambos os partidos buscam vantagens. Na avaliação dela, o risco jurídico estaria em eventual mentira a investigadores federais. Ela mencionou relatos de que um grande júri federal atua no caso desde julho e de que intimações foram expedidas em agosto.
O senador Sullivan afirmou que pressiona a adversária a 'se explicar' e que fará campanha em tempo integral. Segundo a cobertura, mais de 58 mil votos antecipados já foram depositados no estado.
Voto ranqueado e o dinheiro
A Fox Business destacou o papel do voto ranqueado, sistema em que o eleitor ordena preferências. Na avaliação dos apresentadores, o formato permitiria que candidatos 'invisíveis' ocupassem a segunda posição de eleitores e prejudicassem o republicano. Também apontaram que o nome do verdadeiro senador aparece no fim da cédula, abaixo do homônimo.
Há ainda um rastro financeiro. Segundo registros da comissão eleitoral federal (FEC) citados na reportagem, um super PAC aliado a Peltola, o 49th State PAC, pagou cerca de US$ 87 mil à Wingspan Strategies, empresa coproprietária de Curts. O candidato Dan J. Sullivan, ex-professor aposentado, afirma concorrer por vontade própria.
A ex-gerente de campanha de Peltola, demitida, teria dito que a candidata sabia do plano, mas depois tentou retirar as declarações. O New York Times manteve a publicação. Uma senadora republicana crítica do presidente, Lisa Murkowski, disse que a manipulação de cédulas não deve ter lugar no processo eleitoral.
O que muda para o mercado
O caso é relevante para investidores porque o controle do Senado influencia a pauta de impostos, gastos e regulação nos Estados Unidos. Segundo os apresentadores da Fox, se a disputa do Alasca definir a maioria na Casa, a controvérsia poderá superar a de 2020. Isso pode ampliar a incerteza política em torno do resultado e de eventuais disputas judiciais, fator que costuma ser acompanhado por bolsas, juros e dólar. A transcrição, porém, não traz projeções de mercado.


