Obama defende Ilhan Omar após operação federal, e crítico diz que ele ignorou as questões centrais
Segundo a Fox Business, o ex-presidente não tratou das dúvidas sobre fraude migratória; investigação de casamento ganha força em Washington
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 2 MIN
O ex-presidente Barack Obama saiu em defesa da deputada Ilhan Omar após a operação federal na casa dela em Washington, classificando a ação como "repugnante". Segundo o podcaster Ben Ferguson, em entrevista ao programa The Faulkner Focus, da Fox Business, Obama "não tratou de nenhuma" das questões centrais do caso.
A Fox News apurou que, durante o governo Obama, o FBI chegou a investigar se Omar havia cometido fraude de casamento. Conforme a reportagem citada no programa, a apuração teria encontrado indícios de fraude, mas os agentes federais a abandonaram por preocupações de que eventuais acusações ficassem fora do prazo de prescrição de cinco anos.
O que Obama disse e o que ficou de fora
Na avaliação de Ferguson, o ex-presidente não abordou as perguntas que, a seu ver, importam: se a deputada mudou a data de nascimento e se mentiu para obter a cidadania americana. "Houve fraude migratória? Essa é a pergunta que todos deveriam fazer", disse o comentarista, para quem Obama não quis respondê-la.
Ferguson também criticou a resposta de Omar quando questionada se havia se casado com o irmão. Ela teria dito "não, que eu saiba", resposta que, segundo ele, nenhuma pessoa sensata daria. O comentarista afirmou ainda que a deputada recorre a acusações de conspiração, racismo e intolerância religiosa para se blindar das perguntas.
A apresentadora Harris Faulkner questionou o quão perto do prazo de prescrição a apuração estaria e pediu detalhes sobre o cálculo feito à época. Segundo ela, os investigadores não haviam chegado ao limite.
Pressão política e arrecadação
Republicanos afirmam que, se as provas existirem, Omar deveria ser removida imediatamente da Câmara dos Representantes. O vice-presidente JD Vance disse, segundo o programa, que o tema é de responsabilização. Um integrante do governo Trump declarou que a gestão não faz pré-julgamentos e deixa "os fatos e a lei" conduzirem as decisões.
Dados federais citados pela Fox mostram que Omar arrecadou perto de US$ 2 milhões nas duas primeiras semanas de outubro. A maior parte entrou nos dias em que os agentes cumpriram o mandado de busca e no dia seguinte à operação. Para Ferguson, o movimento era previsível, já que a deputada se apresenta como vítima e pede doações.
Efeito para o mercado
O caso não traz, por ora, impacto direto sobre bolsa, juros, dólar ou contas públicas. Para o investidor, o episódio é um indicador do ambiente político em Washington, onde investigações envolvendo parlamentares e disputas partidárias tendem a ocupar a agenda do Congresso. As acusações, vale lembrar, seguem sem decisão judicial, e as avaliações do programa refletem a visão do canal e de seus convidados.







