Justiça dos EUA amplia investigação sobre suposta fraude de candidatura no Senado do Alasca
Segundo a Fox Business, acusações contra a campanha de Mary Peltola agitam a disputa a poucos dias das eleições legislativas, com controle do Congresso em jogo.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos ampliou a investigação sobre uma suposta tentativa de manipular a cédula eleitoral no Alasca, em uma das disputas ao Senado que podem decidir o controle do Congresso. A informação foi apresentada pela Fox Business na sexta-feira anterior ao dia da eleição legislativa de meio de mandato.
Segundo a reportagem, operadores ligados à candidata democrata Mary Peltola teriam trabalhado para colocar na cédula um segundo Dan Sullivan. O senador republicano que busca a reeleição é Dan S. Sullivan. O outro nome é Daniel J. Sullivan, sem cargo, sem histórico político e, de acordo com o canal, sem intenção de representar os eleitores caso fosse eleito.
O caso ganha peso porque cerca de 10% da população do Alasca já votou antecipadamente, conforme a apresentação do programa. O controle do Congresso pode depender de seis disputas consideradas indefinidas, e o Alasca é uma delas.
O que dizem as acusações
Segundo a Fox Business, em junho a diretora da divisão eleitoral do Alasca concluiu que Daniel J. Sullivan não estava qualificado para disputar o Senado e que concorria para confundir eleitores. Ele teria tentado se registrar como "Dan S. Sullivan", mesmo sem nunca ter sido filiado ao Partido Republicano. Recorreu e conseguiu entrar na cédula.
Ex-integrantes da equipe de Peltola afirmam que a campanha ajudou a recrutar o candidato isca. Peltola nega com firmeza. "Não sabia nada sobre qualquer outro candidato na cédula, exceto eu e o titular", afirmou, acrescentando que não tem interesse em enganar eleitores e que sabe que pode vencer Dan Sullivan.
O senador Sullivan, em entrevista à Fox, disse que a campanha de Peltola demonstrou "a ação mais corrupta que se poderia tomar". Segundo ele, a primeira pauta de uma reunião de assessores teria sido como trapacear. Sullivan também afirmou que a liderança democrata no Senado estaria envolvida no suposto esquema, acusação que não foi detalhada na transmissão.
Reações e repercussão
O governador do Alasca, o republicano Mike Dunleavy, disse que o episódio não é bom para o estado, para a eleição nem para o Partido Democrata. Para ele, o caso pode ser um precursor de práticas que se repetiriam em outras eleições pelo país.
A Fox citou ainda uma reportagem do New York Times, que, segundo o canal, expôs comportamento sem lugar em qualquer eleição. O jornal teria ouvido 12 fontes, uma delas identificada e que trabalhava na equipe de Peltola. Para o Times, um esquema desse porte reflete mal sobre todos os envolvidos na campanha, independentemente do que sabiam.
O ex-deputado republicano Jason Chaffetz, colaborador da Fox News, avaliou que a credibilidade de Peltola no tema é "quase zero". Ele disse que o Departamento de Justiça age corretamente, com dezenas de intimações já emitidas, e criticou o voto ranqueado adotado no Alasca, que, na sua visão, deixa o sistema mais vulnerável a manipulações. Em agosto, a própria Peltola havia dito que mentir ao eleitorado deveria ser crime, declaração que voltou a circular nas redes.
O que observar
A apresentadora Harris Faulkner chamou atenção para a possibilidade de o Senado não conseguir empossar o vencedor do Alasca enquanto o caso não for esclarecido. Para o mercado, a incerteza sobre a composição do Congresso é um fator a acompanhar nos próximos dias, já que a maioria legislativa influencia a pauta fiscal e tributária em Washington. As acusações, é importante notar, seguem sem comprovação e são contestadas pela campanha de Peltola.







