Governo Trump anuncia ofensiva federal contra fraudes em Minnesota e cria portal com recompensa de US$ 30 mil
Tesouro, FBI e IRS detalham investigações, 26 acusações em um só processo e programa de US$ 25 milhões para denunciantes, em ação liderada pelo vice-presidente Vance
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou uma ofensiva federal contra fraudes em programas públicos em Minnesota, que inclui um portal único de denúncias, um programa de incentivo a denunciantes de US$ 25 milhões e recompensas de até US$ 30 mil. O anúncio foi feito ao lado do diretor do FBI, Kash Patel, segundo a transmissão da Fox Business.
De acordo com Bessent, o Tesouro lançou o portal America.gov/fraud, que reúne em um só lugar as denúncias que antes ficavam dispersas entre várias agências de segurança. Qualquer pessoa que apresentar informação que leve a uma condenação ou a uma ação de fiscalização poderá ser elegível à recompensa de US$ 30 mil, afirmou o secretário.
Investigações e prisões
Patel disse que, em um único dia, o FBI de Minneapolis e parceiros executaram 17 mandados de busca, que resultaram em uma acusação com 26 imputações. Três mandados atingiram um centro de cuidado infantil, dois tiveram como alvo os donos desses centros e outros dois foram cumpridos em uma unidade de desenvolvimento e intervenção comportamental.
Quatro supostos fraudadores foram presos. Os casos citados envolvem fraude em saúde e perdas pretendidas que vão de US$ 3,27 milhões a US$ 10 milhões por acusado. Um deles responde por conspiração para fraudar os Estados Unidos, com cerca de US$ 20 milhões em perdas pretendidas. Segundo Patel, os réus tentaram lesar milhares de vítimas em mais de US$ 1 milhão, dinheiro destinado a pessoas necessitadas.
Patel afirmou ainda que, no caso do programa Feeding Our Future, em Minnesota, foram acusadas 81 pessoas, das quais 70 já foram condenadas, com valor de fraude superior a US$ 500 mil. Segundo ele, o FBI capturou quatro dos fraudadores mais procurados de sua lista, que estavam foragidos havia quase 5 mil dias e teriam lesado americanos em US$ 2 bilhões.
Números e controle de fluxos financeiros
Bessent afirmou que, desde janeiro de 2025, o governo Trump descobriu mais de US$ 260 bilhões em fraudes, impediu a saída de US$ 72 bilhões em recursos de contribuintes para agentes ilícitos e adotou medidas de fiscalização contra quase US$ 60 bilhões. No último ano, o Tesouro recuperou US$ 175 milhões em pagamentos que iriam para pessoas falecidas e ampliou o acesso à base "Do Not Pay" em programas federais. Também barrou quase US$ 190 milhões e devolveu mais de US$ 100 milhões a vítimas americanas de fraude no exterior.
O Tesouro ainda determinou uma auditoria de cerca de US$ 9 bilhões em contratos e, com a Receita Federal (IRS), propôs verificações mais rígidas de elegibilidade para créditos fiscais de planos de saúde. A rede de combate a crimes financeiros (FinCEN) emitiu uma ordem de alcance geográfico para atingir redes criminosas que desviam recursos ao exterior e abriu investigações sobre a rede El-Shebob. Segundo Bessent, o FinCEN também identificou mais de US$ 8 bilhões em pagamentos potencialmente suspeitos, dirigidos por agentes estrangeiros, entre 2021 e 2025, e alertou instituições financeiras sobre transferências por empresas de serviços de dinheiro.
O que muda para o investidor
O aperto na fiscalização de transferências internacionais e de instituições sem fins lucrativos tende a elevar as exigências de conformidade para bancos e empresas de remessas nos EUA, já que o alerta pede maior vigilância na detecção e no relato de atividades suspeitas. O governo também apresenta a ofensiva como defesa do dinheiro do contribuinte, tema central para quem acompanha as contas públicas americanas.
A transcrição não traz projeções sobre impacto em bolsa, juros ou dólar, e os números apresentados são das autoridades, não de apuração independente. Na avaliação de Bessent, a fraude em Minnesota é um "legado" da gestão do ex-governador Tim Walz, crítica de natureza política que não foi verificada de forma independente.







